Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/06/2020

Hodiernamente um dos assuntos mais abordados são os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), no Brasil, há o maior número de pessoas ansiosas no mundo, com aproximadamente 19 milhões de brasileiros. Sabe-se que, os principais fatores que impossibilitam esse combate é a nomofobia e a fragilidade emocional, e assim difere-se do artigo primeiro da Constituição de 1988 sobre a dignidade humana.                                              A priori, é imprescindível salientar que essas objeções envolvem incontáveis vieses. Destaca-se uma nomofobia, isto é, uma forte dependência tecnológica. Conforme Zygmunt Bauman, estamos em um mundo de modernidade líquida, a sociedade se tornou fluida, altamente volátil  e incerta. Nessa conjuntura, atualmente nota-se a substituição da vida social e o notório vício de sistemas de recompensa das redes de comunicação, como curtidas e visualizações, atitudes que provocam o aumento da ansiedade.                                                                                            Em segunda instância, o Fato Social de Durkheim, descreve que normas culturais e estruturas sociais transcendem o indivíduo e podem exercer controle social. Nesse cenário, a sociedade contemporânea sofre uma pressão em adaptar-se a padrões e uma busca pela vida perfeita, dessarte, ao visar metas distantes ou inalcansáveis, são suscetíveis a frustrações e a depressão.                                                                                                                 Portanto, é fundamental que o Governo Federal, órgão responsável pela administração nacional, oferte programas e campanhas que visem o acompanhamento as pessoas que sofrem desses transtornos psicológicos, por intermédio de maior aporte financeiro aos Centros de Atenção Psicossocial, bem como, disponha de profissionais em instituições educacionais. Ademais, é essencial que famílias e escolas restrinjam o uso de eletrônicos, limitando o seu horário de uso e incentivem atividades físicas, em conformidade com o filósofo John Lock, o qual defende que para alcançar o sucesso a sociedade deve corroborar juntamente com o Estado.