Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 17/06/2020
A sociedade moderna possibilitou diferentes formas de comunicação e interação social, tornando o mundo interligado por tais tecnologias. Entretanto, a exposição demasiada juntamente ao mal uso da internet provocaram um desgaste no âmbito psicossocial dos usuários, em detrimento da busca incessante de alcançar esteriótipos idealizados atrelada às exibições frequentes de diagnósticos enviesados, por uma simples busca de um navegador. Nesse contexto, configura-se um quadro preocupante, devido ao comportamento perante à esfera cibernética.
Em primeiro plano, vale ressaltar que imagens camuflam ou/e deturpam a vivência e as relações sociais. De acordo com o sociólogo Guy Debord, a sociedade do espetáculo constitui uma maneira de viver apenas pela aparência, nos mais variados registros, resultando numa vida programada ao marketing e orientada pelo status virtual. Assim, em paralelo ao exposto, reflete-se o problema do transtorno mental, a ansiedade. Pois, a necessidade de atender padrões estipulados e acompanhar a velocidade do mundo moderno, resultam-se em uma guerra com o próprio ser e consequentemente os sentimentos tornam-se excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana.
Outrossim, a cultura da automedicação está enraizada pelas buscas na internet sem embasamento científico. Conforme o psicólogo Augusto Cury, a ansiedade na contemporaneidade corresponde ao mal do século, uma vez que tal transtorno não se apresenta como uma preocupação para a comunidade e consequentemente não procura ajuda médica na maioria das situações. Dessa forma, o mal uso de medicamentos sem prescrição com a falta de diagnóstico preciso, culmina em uma regressão de tratamento eficaz e o aumento de pessoas afetadas sem assistência adequada a cada caso. Desse modo, o bem estar encontra-se em risco e a acurácia da intervenção é ameaçada.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde ao lado da Mídia solucionem tal contratempo. Ao primeiro, compete realizar campanhas de incentivo à busca pela ajuda de agentes da saúde, por meio de disposição de cartazes e palestras com psicólogos nas Unidades Básicas de Saúde, enfatizando os benefícios do diagnóstico e medicamento correto bem como os riscos de realizarem tais ações por conta própria. Ademais, cabe à Mídia dispor de anúncios publicitários contra a idealização de imagens, por meio de comerciais de televisão assim como nas redes sociais, com imagens vivas e brilhantes para interpelar a atenção do telespectador. Dessa maneira, atenuar-se-à, de médio a longo prazo, o comportamento livre de vieses e ajudará a maior parcela da população com assistência adequada.