Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 17/06/2020

Durante o período entre guerras, os países europeus estavam destruídos economicamente, enquanto os Estados Unidos lucrava com a exportação para o continente em crise. A Europa, porém, começou a se restabelecer, não dependendo mais da indústria norte-americana. Tal fato histórico ficou conhecido como “Depressão de 1929”, uma vez que muitos empresários falidos, tomados por profunda decepção, optaram por dar fim às suas vidas como solução aos seus problemas. Paralelamente a essa realidade, na sociedade contemporânea é notável a parcela de pessoas que enfrenta transtornos psicológicos vinculados a ansiedade, decorridos da instabilidade política e social do Brasil, essas que optam constantemente por ajuda profissional. Sendo assim, alternativas que suprimam tais questões devem ser postas em vigor a fim de serem combatidas.

Em primeira análise, cabe destacar o quão significativo é o papel do meio em que o sujeito vive em sua formação mental. Consoante a Teoria do Habitus elaborada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu, a sociedade possuía padrões que são impostos, naturalizados e, posteriormente, reproduzido pelos indivíduos. Nessa perspectiva, a fragilidade do país em que se vive influencia diretamente no comportamento e saúde mental do povo.

Outrossim, o preconceito da população com a utilização de medicamentos atenua a erradicação de distúrbios mentais. É importante destacar que de acordo com as ideias de Durkheim o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar a qual determina inúmeros comportamentos sociais. Ao seguir essa linha de raciocínio, verifica-se que o tabu em relação ao uso de remédios sempre esteve presente na construção cultural brasileira colaborando para a manutenção do problema.

Dado o exposto, é de suma relevância o papel do Estado e de empresas privadas na manutenção de uma crise financeira nacional. Cabe ao Congresso Nacional, através de Comissões, realizar audiências públicas com os diversos setores da sociedade, tendo como objetivo discutir com especialistas sobre possíveis medidas que possam reduzir disfunções psicológicas dos cidadãos, uma vez que a situação do governo é uma agente de extrema relevância na situação a qual a nação encontra-se, pois implica na saúde psíquica da sociedade. Em conjunto com instituições não governamentais, torna-se fundamental a realização de políticas público-privadas para a melhor distribuição de medicação para pacientes com problemas de ansiedade. Dessa forma, o tratamento e a redução de indivíduos com esse tipo de enfermidade será mais eficaz.