Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 16/06/2020

Com a consolidação da revolução tecnocientífica que ocorre desde as últimas décadas do século XX, uma das indústrias que mais lucraram, foram as do mercado farmacêutico, que vêm ganhando bilhões de dólares todos os anos, com uma recente epidemia de uma doença psicológica, que afeta milhares de pessoas todos os anos no Brasil e no mundo, conhecida como ansiedade. Essa é causada por um desequilíbrio nos neurotransmissores cerebrais, como a dopamina e a serotonina, e é um grande problema uma vez que priva os indivíduos afetados de terem uma vida agradável, incapacitando-os de realizarem diversas tarefas do cotidiano, como até mesmo socializar com as pessoas do meio, por medo de não serem aceitas.

Em primeiro lugar, do ponto de vista biológico a ansiedade é apenas um desequilíbrio químico cerebral, no entanto, do ponto de vista da psicologia é um estado que traz sofrimento aos indivíduos, que são acometidos por diversos sintomas como dor no peito, palpitações cardíacas, dores de cabeça, sudorese e outros diversos. Tais sintomas privam os indivíduos, fazendo com que estes levem uma vida cheia de limites, pois são escravos da própria mente, já que o responsável pelo desequilíbrio de substâncias no encéfalo é o medo do futuro, de neste não se adequarem ao requisitado pela sociedade.

Em segundo lugar um grande desafio ao combate à ansiedade é a própria sociedade capitalista, que cada vez mais exige dos indivíduos diversos requisitos, como que estes trabalhem, estudem, consomem, se casem e outros, criando a ilusão que desse modo serão felizes. Esse fato acaba gerando nos indivíduos um estado de temor pelo futuro, de que talvez não consigam se adaptar ao exigido, e assim acaba surgindo a ansiedade, um fruto do capitalismo. Vale ressaltar que O filosófo Diógenes de Sínica já previa isso, e ele em sua filosofia Cínica pregava o afastamento do meio material, para que somente assim todos pudessem ser felizes, portanto não ansiosos.

É necessário que a fim de diminuir a epidemia de ansiedade no Brasil o governo federal por meio do Ministério da Saúde, invista na melhoria do sistema único de saúde, abrindo novas vagas de emprego para psicólogos e psiquiatras, em todo país, para que assim os afetados recebam tratamento para o transtorno. Também é necessário que o governo invista em publicidade por meio da SECOM, de forma que auxilie os brasileiros a não serem manipuladas pelo capitalismo, a reconhecerem que não precisam dos requisitos desse para serem felizes. Certamente se tais atitudes serem tomadas pelo o estado, o transtorno não continuará sendo um problema para o povo brasileiro, uma vez que pesquisas da OMS mostram que o país possui 18,6 milhões de ansiosos, o maior índice do mundo.