Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/06/2020
É notório que todo ser humano possui ansiedade em níveis naturais, ocasionado por reações à estímulos. Quando a resposta para tais estímulos são desproporcionais, havendo uma interferência na qualidade de vida e no desempenho diário do indivíduo, verifica-se o surgimento da patologia com o desencadeamento de transtornos. Alguns dos principais entraves ao combate da ansiedade é o reconhecimento da doença e a banalização por parte da sociedade.
Muito embora, o escritor anglo-americano W. H. Auden em 1947 tenha produzido o poema “A era da ansiedade”, descrevendo as incertezas da sua época, hoje, sete décadas depois, a sociedade ainda vive esta era. Dados da Organização Mundial de Saúde, comprovam este fato, apontando que 3,6% da população do planeta apresenta prevalência de transtorno de ansiedade. No entanto, ainda há quem banalize a doença, seja por desconhecimento da gravidade, seja por ausência de empatia pela dor do outro, contribuindo por agravar o quadro de muitas pessoas.
Outrora, a própria manifestação da ansiedade varia de indivíduo para indivíduo que apresenta os mais diversos sintomas físicos e psicológicos. Assim, cada ser é um objeto de estudo, não devendo ser generalizado. De tal forma, é compreensível que o portador, em muitos casos, não reconheça a doença em si e acaba não tomando as providências cabíveis para obter um diagnóstico. A procura médica é imprescindível para iniciar um tratamento adequado, porém, muito dos estigmas citados e ainda, o preconceito que envolve esta problemática, leva a população a não se consultarem ou fazê-lo tardiamente.
Por conseguinte, uma medida que poderia minimizar os desafios no combate à ansiedade, é a introdução do tema nas escolas e locais de trabalho através de palestras e testemunhos, favorecendo o aprendizado e a compaixão. E inclusão de profissionais da área nas repartições públicas e privadas, no intuito de quebrar qualquer prejulgamento acerca da doença e deixar as pessoas numa situação confortável para solicitar ajuda.
Da mesma maneira, a incompreensão da doença, leva muitos humanos a banalizarem a dor do outro. E pior ainda, contribuem para agravar a situação.