Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 16/06/2020
As doenças mentais estão a cada dia mais em voga, sendo o Brasil o país mais afetado na questão da ansiedade e por consequência esse transtorno tornou-se uma epidemia nacional. A situação é delicada por reunir uma série de tabus, como a ingestão de medicamentos e a autopercepção da necessidade da ajuda profissional.
A dificuldade no tratamento desta doença está muito relacionada a mitos sobre ela, como alguns tipos de efeitos colaterais. No entanto, com o avanço da medicina os remédios foram aprimorados e atualmente são sempre receitados numa relação de benefício ao paciente. Outro desafio sobre a ansiedade é que não há um consenso sobre como essa doença age, podendo ocorrer uma persistência crônica e portanto um tratamento constante. Enfermidades não são bem vistas perante a sociedade ,logo, cria-se uma barreira para que o doente admita seu problema e providencie assistência competente. Outro fator que piora a procura por ajuda é a constante venda de felicidade online, proporcionado pelas redes sociais, trazendo expectativas irreais as pessoas que acabam em frustração e doentes.
O sistema neoliberal de viver, acorrentado ao capitalismo cria uma cultura de ‘‘medicalização’’ em massa, ou seja, para todo problema há um remédio. Podendo levar a automedicação e portanto impossibilitando a eficácia de um tratamento. Há também outro empecilho, que é a diagnosticação de qualquer comportamento e como resultado ocorrem o uso desnecessário de drogas. Além de tudo, ser um cidadão brasileiro acarreta e muito no desenvolvimento da doença pois questões como violência, falta de dinheiro e instabilidade da nação são agentes patológicos determinantes da ansiedade.
Assim sendo imperativo ações governamentais para uma melhor qualidade de vida e em específico medidas mais duras do Ministério da Saúde contratando mais psicólogos e psiquiatras para as unidades básicas de saúde, possibilitando tratamentos a longo prazo e também capacitação de sinais básicos por psicopedagogos na rede pública de ensino. Além de uma conscientização da população sobre os perigos das redes sociais no processo de ansiedade podendo haver procedimentos do Ministério de Comunicações.