Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2020

Acesso à saúde mental

Segundo a OMS Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa o primeiro lugar em números absolutos de casos de ansiedade no mundo. Sabe-se que a ansiedade é um sentimento em relação ao medo de uma ameaça futura, que pode ser tornar uma patologia, isto é, prejudicar ao funcionamento psíquico e somático, quando o sentimento se torna frequente e desproporcional à realidade. Logo, evidencia-se, pela posição que o país se situa, que a ansiedade é negligenciada pelo Estado e sociedade, em virtude do acesso ruim ao atendimento clínico e as relações interpessoais fragilizadas.

Primordialmente, o sistema único de saúde disponibiliza consultas psiquiátricas e psicoterapeutas, porém, de maneira ineficiente de forma que não atende a população. Isto se deve a falta de profissionais nos postos de saúde, a morosidade no agendamento de consultas e aos altos custos de medicamentos. Segundo uma pesquisa realizada pela DataFolha “Conseguir uma consulta com um médico especialista é considerada a tarefa mais difícil para o paciente do SUS.” Dessa forma, pacientes diagnosticados com ansiedade não são devidamente assistidos em decorrência da ineficiência do sistema em atender e tratar este público.

Ademais, sabe-se que o homem é um ser social, e a participação do indivíduo em relacionamentos problemáticos ou cultivar uma vida anti-social é fator para o desenvolvimento da ansiedade. Segundo o psicanalista Sigmund Freud “O homem é, em sua essência, um ser relacional”. De acordo com a pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os casos de ansiedade aumentaram em 80% durante a pandemia em decorrência também do isolamento social. Logo, relacionamento saudáveis e a prática de convivência social, é primordial para a manutenção da saúde mental.

Portanto, é mister que o estado tome providências para combater a ansiedade. Dessa forma, urge que Ministério da Saúde, amplie a oferta de consultas médicas e terapêuticas e disponibilize os devidos medicamos, por meio do investimento financeiro neste segmento, a exemplo, de contratação de mais profissionais. Paralelamente, a sociedade deve buscar relações sadias e empáticas, por meio de uma convivência fraterna e harmônica em todos os ambientes. Somente assim, haverá a possibilidade de mitigar e desocupar a posição número um de população com ansiedade.