Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2020

No contexto social vigente, o termo “Ansiedade” pode ser definido uma emoção individual caracterizada pelo estado desagradável de agitação interior. Dessa forma, é evidente a tamanha aflição social resultante de diversas condições psicológicas, como demonstrado na série “This is Us”, que em diversos episódios retrata o drama das crises de ansiedade vivenciadas pelo personagem Randall, em concordância com tal desafio na sociedade brasileira. No entanto, observa-se que essa questão tem ocorrido por irresponsabilidade política, além do escasso apoio familiar.

Em primeiro plano, deve-se analisar a negligência governamental como causador do problema. Desse modo, é exequível referir-se ao consenso mundial retinente aos elevados números de casos de inquietação entre os conterrâneos, pois segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 9,3% da população possuem o transtorno, fator que reflete a escassez de medidas viáveis para solucionar a adversidade. Destarte, em virtude da regência nacional não investir em tratamentos específicos direcionados ao segmento coletivo que convivem com a enfermidade, inviabilizando a possibilidade de serem transmitidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em decorrência disso, determinada parte do corpo comunitário tende a permanecer a mercê do imbróglio.

Paralelo a isso, é essencial aludir sobre o falho alicerce parental como outro imortalizador do emblema. Dessa maneira, é factível remeter ao que afirmava a famosa psicanalista alemã Karen Horney, “A preocupação deveria levar-nos à ação e não à depressão”. Contudo, hodiernamente, é notório o desvio de convicção de grande parte do corpo social, o que os levam a enxergar a angústia psicológica como algo trivial, criado pelo próprio indivíduo, não havendo a necessidade de se dar a devida atenção a tal estado mental. Em consequência, gera-se o desenfreio da contrariedade.

Entende-se, portanto, que a questão da ansiedade na sociedade contemporânea é fruto da irresponsabilidade política e do pouco apoio familiar. Diante disso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Fazenda, responsável por gerir a economia nacional, deve investir na criação de tratamentos específicos relacionado a efervescência mental, por meio do direcionamento de determinada quantia proveniente dos impostos, tomando como base medidas adotadas em outros países, com o objetivo de impedir que tal parcela do meio social permaneça sem os devidos cuidados médicos, impossibilitando o desenvolvimento de problemas como a depressão. Ademais, é indispensável que as instituições de ensino, incumbidas de disseminar o saber, promovam palestras sobre a importância da base familiar no combate ao empecilho, por intermédio de psicólogos especializados, voltado a jovens e adultos, com a finalidade de acabar com tamanho desmazelo.