Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 15/06/2020
O filme " As vantagens de ser invisível" conta a história de Charlie, um garoto de 15 anos, que está entrando no colegial, e ao mesmo tempo se recuperando de um quadro de ansiedade. Fora da ficção, é fato que a geração atual está com a mente agitada, estressada e busca resposta urgente e rápida. Nesse sentido, observa-se que o crescimento do bullying e o uso excessivo de meios de comunicação, como as redes sociais, são os possíveis causadores da pressão sobre a mente humana. Diante disso, analisar o atual contexto é fundamental para mudar essa realidade.
Em primeiro plano, nota-se que o bullying é um fenômeno complexo que toma múltiplas formas, e é experimentado de diversas formas no mundo, segundo um estudo realizados pelas Nações Unidas. Ademais, as maiores vítimas costumam apresentar maior dificuldade para se expressar ou se abrir em casa ou na escola, segundo a psicóloga Ciomora Schneider. Dessa maneira, é importante perceber que a maioria das vítima desenvolvem Transtornos por Estresse Pós-Traumático, ansiedade generalizada, tendência à depressão,entre outros, porém cabe enunciar que os efeitos não se limitam ao momento presente, contaminando a infância de forma irreversível. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Outrossim, com o avanço tecnológico, torna-se cada vez mais comum ver criança fazendo o uso excessivo dos meios de comunicação. Apesar de que os recursos tecnológicos serem os grandes aliados no entretenimento dos jovens, o uso intensivo de celulares e de redes sociais proporciona problemas mentais, comportamentos de automutilação e suicídio, segundo um estudo canadense que mostra que o fenômeno afeta mais as garotas Desse modo, evidência que as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão para 41% dos jovens brasileiros, segundo dados da edição de 2009 dos indicadores de Confiança Digital ( ICD). Assim sendo, ações eficazes fazem-se necessárias na dissolução de tal conjuntura.
Portanto, é necessário que haja medidas estratégicas para a reversão do quadro. Para isso, o Ministério da Educação junto com a comunidade escolar deve promover campanhas e palestras no ambiente escolar, com profissionais especializados, informando sobre as consequências do bullying, com a finalidade de diminuir os casos desse ato. Ademais, cabe a família mobilizar-se para prevenir seus filhos em relação ao uso excessivo de meios de comunicação e monitora o comportamento e as atitudes dos jovens, a fim de precaver problemas mentais, entre outros. Em suma, espera-se uma melhora de vida, tanto para o adolescente quanto para o adulto.