Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2020

A ansiedade é a reação natural do corpo ao stress, caracterizada pelo estado emocional com sentimentos de tensão, preocupação e pensamentos ruins, que no seu nível normal é considerada benéfica, no entanto, seu excesso pode oferecer riscos à saúde. O Brasil apresenta um alto número de cidadãos que têm algum nível de ansiedade, o que é impulsionado pelos fatores ambientais, tais como trabalho e família, além de traumas adquiridos na infância do indivíduo.

Primeiramente, é importante ressaltar que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 23,9% dos brasileiros sofrem algum transtorno de ansiedade. Tal situação é agravada pelo caos vivenciado no dia a dia do brasileiro, que enfrenta crises econômicas e um alto índice de desemprego - o que preocupa milhares de pessoas - ,além dos conflitos pessoais enfrentados por eles, como crises familiares e pressão estudantil, o que são considerados fatores agravantes desses casos.

Posteriormente, é imprescindível levar em conta fatos ocorridos na infância do indivíduo, tendo em vista que, segundo Marcio Bernik, coordenador do programa de ansiedade (Amban), desses transtornos, os mais frequentes são as fobias, mais particularmente as específicas, que ocorrem muitas vezes na infância, como de insetos, altura e outras situações, que podem gerar uma preocupação constante a ponto de evoluir de uma ansiedade comum, para um quadro mais sério de transtorno.

Logo, tendo em vista a necessidade de se combater essa epidemia de ansiedade no país, é dever do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde, facilitar e ampliar o acesso a psicólogos e psiquiatras , com o propósito de tratar os casos reversíveis, atenuar os sintomas dos casos crônicos incapazes de serem curados e por fim, prevenir novos casos. Dessa forma, será possível reduzir o número de casos no país, além de tirá-lo do topo do ranking mundial de casos de ansiedade.