Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2020

A Constituição Federal (CF) de 1988, Carta Magna do ordenamento jurídico brasileiro, determina que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, doenças relacionadas à saúde mental, tal como a ansiedade, ainda são consideradas um tabu na sociedade contemporânea. Desse modo, esse fato decorre, dentre outros fatores, da falta de informação do indivíduo associada à ausência de ações governamentais direcionadas para essa temática.

Mormente, é primordial enfatizar que, infelizmente, o desconhecimento dos transtornos psicológicos traz danos para a sociedade.  Sendo assim, conforme diz o sociólogo Émile Durkheim “o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”. Logo, assim como enfatizado por Durkheim, o cidadão precisa buscar o conhecimento para ampliar seu pensamento crítico. Consequentemente, ao se informar sobre doenças psicológicas - ansiedade, depressão - o cidadão deixará de tratar esse tema como tabu e o preconceito tende a diminuir.

Somado a isso, é essencial destacar a inércia do poder público em ações voltadas para a saúde mental. Nesse sentido, Karl Marx, filósofo e sociólogo, afirma que “o Governo do Estado moderno é apenas um comitê para gerir os negócios comuns de toda a burguesia”.  Dessa forma, a ineficiência no tratamento de doenças psíquicas exemplifica o que foi dito por Marx. Por conseguinte, apesar de não ser tratada como prioridade pelos representantes do povo, o bem estar psicológico deve ser pauta das políticas públicas.

Infere-se, portanto, que o Estado deve promover medidas para tratar a ansiedade na sociedade. Destarte, o Governo Federal, com apoio do Ministério da Saúde, deve publicar, por meio de uma cartilha, informações relacionadas a saúde mental. Ademais, esse instrumento de comunicação deve ser elaborado por psicólogos e psiquiatras que possuem experiência no tratamento dessas doenças. Com isso, espera-se desmistificar esse tabu e garantir o direito previsto na Constituição Federal de 1988.

ações para desmistificar os transtornos psíquicos. Ademais, é relevante desenvolver  e publicar uma cartilha informativa, elaborada por psicólogos e psiquiatras, com