Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 15/06/2020
Segundo a Declaração dos Direitos, promulgada pela ONU, todo cidadão tem direito à saúde e bem-estar social. Contudo, há uma parcela crescente da população que não usufrui desse direito, seja pela desigualdade social ou pelo estilo de vida. Logo, são necessárias atitudes que ampliem o acesso para promover à igualdade nessa questão.
Em primeiro lugar, cabe destacar o sociólogo Karl Marx, que vê a sociedade dividida em dois eixos: burguesia e proletários, o último é explorado e detém de pouco capital, desta forma, a sociedade se torna desigual sócio-economicamente. Sob o mesmo ponto de vista, é notável que isso interfira na saúde dos brasileiros, visto que a oferta de leitos e médicos psiquiatras pelo Sistema Único de Saúde caiu 40% nos últimos 11 anos, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria. Em contraposição, há o aumento da procura por essa especialidade.
Conforme o filósofo Baumann, desde a Primeira Revolução Industrial, as relações se tornaram líquidas, ou seja, o consumismo somado com a globalização e trabalhos cada vez mais exigentes, distanciaram pessoas as quais se tornaram mais difíceis de estabelecerem relações sólidas e duradouras. Analogamente, essa teoria foi confirmada pela pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde, que divulgou os números de casos de ansiedade no mundo, no total 264 milhões com os principais fatores sendo: pobreza, desemprego, estilo de vida em grandes cidades e excesso de tarefas ao longo do tempo.
Em síntese dos dados apresentados, é perceptível que ações devem ser tomadas com a finalidade de garantir o direito à saúde. Nesse sentido, seria interessante campanhas feitas pelo Ministério da Saúde em parceria com o Governo Federal para divulgar em mídias televisivas, digitais e rádios os sintomas da ansiedade, incitando para que a população procure atendimento, com isso, haverá um mapeamento do número de casos e assim, uma redistribuição de leitos e médicos nos pontos com maiores índices, para melhor atender os pacientes.