Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 15/06/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento do estresse no dia a dia não permite que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Com isso, são necessárias novas políticas de promoção a saúde para que uma sociedade mais íntegra seja alcançada.

Em primeira análise, é evidente que atualmente a preocupação com a saúde psicológica vem aumentando exponencialmente. Sendo um dos países que compõe o BRICS e o G20, seria racional pensar que o Brasil possui programas eficientes de combate a esses transtornos psicológicos. No entanto, a realidade é justamente o oposto e a diferença desse contraste é claramente refletida no aumento de indivíduos com ansiedade e depressão, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Diante de tal contexto, é inadmissível a postura omissa do Ministério da Saúde (MS) que não possui programas eficientes para combater essa problemática.

Faz-se mister, ainda, saliente o advento das redes sociais como impulsionadora do aumento de casos de ansiedade nos indivíduos. Segundo o sociólogo Polonês, Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI, em que as redes sociais viraram um local que mostra somente os bons momentos e que exclui os ruins, sendo totalmente oposto à realidade. O que acaba levando as pessoas a desenvolverem ansiedade por não compartilharem das mesmas coisas. Sendo necessário até a retirada do contador de likes das postagens do Instagram como forma de combate a esse problema.

Fica claro, portanto, que ainda existem pontos para serem discutidos em relação ao combate de tais transtornos psicológicos. Devido a isso, urge ao MS a implementação de programas eficientes que combatam a ansiedade, por meio de 2 sessões por semana com psicólogos voluntários para as pessoas que necessitam de tal ajuda. Além disso, cabe também ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações o desenvolvimento de um aplicativo que delimita um tempo de uso das redes sociais como forma de complemento ao tratamento desses indivíduos. Com a implementação dessas medidas o Brasil conseguirá combater tanto a causa como a consequência do problema, assim, caminhando para dias melhores.