Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 15/06/2020
O ser humano é extremamente complexo, por ser classificado como biopsicossocial, apresenta necessidades muito específicas nas três esferas (biológica, psicológica e social). No cenário hodierno, a saúde mental ganha destaque nos consultórios médicos devido a transtornos psíquicos, como a ansiedade. O estilo de vida demasiadamente agitado aliado ao excesso de informações, por vezes advindos das redes sociais, colaboram para o desenvolvimento do quadro de ansiedade na sociedade contemporânea.
Inicialmente, é válido salientar que a OMS define saúde como estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de doenças. Ainda segundo a OMS, o Brasil está no topo dos países com maior taxa de transtornos de ansiedade e as mulheres dominam os casos. Tal cenário pode ser justificado pelo constante estresse de parte da população brasileira relacionado ao estilo de vida corrido e com múltiplas tarefas e exigências que, quando não cumpridas, geram frustrações e cadeias de pensamentos acelerados.
Ademais, a gigantesca quantidade de informações que o cérebro humano tem contato diariamente colabora ainda mais com a síndrome do pensamento acelerado, identificada pelo autor Augusto Cury que defende em seu livro “Como enfrentar o mal do século” a existência de um trabalho escravo intelectual, ou seja, uma mente que raciocina excessivamente, sem descanso. Essa realidade é, ainda, influenciada pelo uso abusivo das redes sociais, que viciam e, muitas vezes, projetam no cérebro do cidadão uma vida plenamente realizada e feliz, provocando autoexigências e cobranças irracionais.
Na tentativa de amenizar o índice de ansiedade dos brasileiros, o Governo Federal deve contribuir com ações de conscientização da população, através de programas e propagandas, bem como palestras locais, que esclareçam o que é a ansiedade, como detectá-la e tratá-la, contando com a ajuda de profissionais da área para ofertar saúde e bem-estar a todos.