Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 17/06/2020
Na obra “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, é abordado um personagem agonizado e pedindo por ajuda. Tal obra faz um retrato da ansiedade que, no Brasil, é visto como um dos maiores problemas contemporâneos. Dessa forma, é indispensável o debate acerca dos desafios no combate à ansiedade na sociedade sob dois aspectos: a desigualdade social e a falta de profissionais na saúde pública.
Em primeiro plano, salienta-se a como a desigualdade social influencia no combate à ansiedade. Segundo o site Saúde e Cultura, a crescente desigualdade social tem sido responsável pelo aumento de doenças psicológicas, como: ansiedade e depressão. Isso se deve pelo fato de que a população mais carente do Brasil não tem acesso ao Sistema Único de Saúde(SUS). Assim, percebe-se que tal impasse precisa ser resolvido, visto que a Constituição Federal do Brasil, em seu artigo 196, afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado.
Por conseguinte, ressalta-se como a falta de profissionais no sistema de saúde pública afeta a população carente. Um estudo realizado pela Funcional Health Tech mostrou um aumento de mais de 20% no consumo de antidepressivos e ansiolíticos nos últimos anos. Tal acréscimo se deve pela falta de profissionais na ala psiquiátrica do Sistema Único de Saúde(SUS), dado que qualificados dessa área são favorecidos às elites. Nessa perspectiva, para o Papa Francisco os direitos humanos não são violados apenas pela violência, mas também pela existência de extrema pobreza e estruturas econômicas injustas.
Portanto, é mister que medidas sejam efetuadas para amenizar o quadro atual. Para isso, cabe ao governo federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de incentivo à prática no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, de modo a instituir ações, como criar locais reservados com consultas psiquiátricas gratuitas para população carente. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras municipais, governadores e entidades federais, posto que esse fenômeno envolve todos os âmbitos administrativos. Outrossim, o Ministério da Saúde deve, por meio de verbas governamentais, promover a contratação de psiquiatras profissionais no Sistema Único de Saúde, com o objetivo de melhorar a qualidade dos atendimentos e controlar o uso dos remédios receitados. Feito isso, a problemática exposta sofrerá mudanças, e impasses apresentados na arte “O Grito” será evitados.