Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 14/06/2020
Ao afirmar, em sua célebre canção, “O Tempo Não Pára”, o poeta Cazuza estabelece, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, o poeta estava certo, pois a ansiedade tem raízes profundas na história da humanidade. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados de modo a obter soluções para a problemática.
Segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo, cerca 20 milhões de brasileiros sofrem com esse transtorno. Mormente, convém ressaltar que a problemática está diretamente ligada ao descaso do governo com a população que vivencia tais problemas. Os números são alarmantes, mesmo em nações bem desenvolvidas, o que retoma a tese de que pouco importa a qualidade de vida da população, o governo sempre priorizará o desenvolvimento econômico.
Outrossim, a situação se agrava devido a uma cultura individualista, que visa, sobretudo, a si mesmo. Paralelo a isso, como foi dito por Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, ‘‘a ansiedade e o medo envenenam o corpo e o espirito". A ansiedade pode gerar grandes consequências a saúde mental e física do indivíduo. Em estágios mais avançados, pode resultar em depressão, e, sucessivamente, o suicídio.
Portanto, são necessárias medidas para mitigar a situação atual. Para tanto, o poder público deve promover uma maior assistência a população que luta diariamente contra a ansiedade, isso deve ser feito por meio de verbas governamentais investidas na infraestrutura de clínicas especializadas a fim de combater esse imbróglio. Ademais, a mídia como um todo deve promover em nível mundial palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o percentual de casos e proporcionar consciência coletiva. Assim, a ansiedade será combatida e o caos resultante desse transtorno sofrerá grandes perdas.