Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 16/06/2020
Matrix, uma trilogia construída por um universo alternativo, apresenta uma realidade paralela em que todo mundo dito como real é na verdade uma simulação. Contudo, observa-se, na contemporaneidade a ansiedade como um mecanismo de cárcere metal na sociedade, de modo que, projeta sombras ilustrativas organizadas em pressões e cobranças dentro do convívio social. Nesse contexto, surge a negligência do poder público, bem como a indústria cultural como paradigmas desse impasse.
Deve-se pontuar, de início, a negligência do poder público acerca dos desafios no combate à ansiedade, uma vez que o Estado não promove diplomacias adequadas e suficientes na promoção de planejamento assistencial sobre a equivalência das mazelas relacionadas a tal doença. De acordo com a Constituição de 1988, “É dever do Estado garantir a saúde e o bem-estar social, assegurando a dignidade e sua cidadania”. Nesse sentido, nota-se que o Estado rompe com essa simetria, dado que o mesmo desabilita investimentos na área da saúde e tão pouco, dispõe de serviços especializados para auxiliar os indivíduos que sofrem com o transtorno de ansiedade, sendo assim, ferindo o direito do cidadão, na qual inclusive não lhe é garantido.
Outrossim, é necessário enfatizar a contribuição da indústria cultural, posto que os meios de comunicações moldam os padrões no âmbito social, sejam eles; postura, modo de vida ou sucesso na vida profissional e pessoal. Dessa forma, a indústria viabiliza pensamentos instrutivos, sofrimento emocional, preocupação excessiva e um medo constante, corroborando para crises de ansiedade e impactando de forma direta no cotidiano. Segundo o sociólogo Immanuel Kant, “Deve-se agir por consciência própria e não induzido por fatores externo”. A partir desse ponto, percebe-se que a comunidade age de maneira linear aos parâmetros imposto pelo mundo externo, ao contrário do afirma Kant, visto que a massa cultural talham nosso modo de agir e pensar, além de induzir uma imensa pressão no homem, coagindo-o a seguir o seu protótipo de vida.
Entende-se, portanto, que estamos vivendo dentro uma Matrix que criamos para nós mesmos, vivendo acorrentado dentro de nossa própria simulação. Assim sendo, é responsabilidade do Ministério da Saúde, por intermédio das unidades de saúde municipais, viabilizar verbas do orçamento público para projetos que possua a finalidade de despertar o discernimento da população em relação à ansiedade, sobretudo nas áreas de baixa rentabilidade. Além de efetuar campanhas de abrangência nacional em conjunto com as redes sociais, com o objetivo auxiliar o indivíduo que retenha essa doença. Em suma, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, implantar na grade didática do ensino médio, mecanismos de informações relacionado à ansiedade, a fim de divulgar os seus impactos sociais.