Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 14/06/2020

A série “13 Reasons Why” retrata a narrativa de Hannah Baker, uma adolescente que sofria de ansiedade, tal como outras pessoas do seu núcleo social. Infelizmente, essa realidade não se restringe à ficção: cada vez mais brasileiros são afetados. Isso ocorre devido à negligência governamental e, sobretudo, aos padrões impostos pela sociedade.

Sob tal óptica, destaca-se que a Constituição Federal, em seu artigo 196, assegura a saúde mental como direito de todos e dever estatal. Entretanto, esse preceito não é efetivamente cumprido, visto que o Brasil é o país mais ansioso do mundo, de acordo com os dados da OMS. Infere-se, com isso, que o Estado adota uma postura omissa e esse cenário é um dos desafios no combate a essa doença na contemporaneidade.

Ademais, ressalta-se outro empecilho: os padrões sociais. Nesse viés, segundo o psicanalista Sigmund Freud, atua a ansiedade moral - oriunda do medo de não conseguir alcançar as “obrigações inconscientes”, isto é, as exigências da sociedade. Dessa forma, é possível concluir que esses esteriótipos devem ser quebrados afim de minimizar a doença; o filósofo Michel Focault afirma que, para isso acontecer, deve-se mostrar as pessoas que elas são muito mais livres do que pensam.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas. Para findar a omissão, o ministério da saúde deve oferecer mais psicólogos nos postos de saúde, por meio de novos concursos públicos a serem divulgados no Diário Oficial da União e demais veículos midiáticos. Além disso, as escolas devem elaborar um plano de educação socioemocional, inspirado nas ideias de Focault - com palestras, discussões e  trabalhos em grupo - para que as próximas gerações quebrem os padrões e, com isso, diminuam a ansiedade. Assim, o Brasil se tornaria um país mais saudável.