Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 18/06/2020
Segundo a OMS, cerca de 3,6% da população mundial sofre de transtorno de ansiedade. Diante desse quadro, o combate a essa doença é dificultoso, visto que as causas são diversas e que é substancial o aprofundamento no assunto. Logo, as redes sociais e a desestruturação familiar, consideradas duas das causas do problema, devem ser discutidas.
Primordialmente, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas, para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam ansiedade. Sendo assim, com o avanço da tecnologia e popularização das mídias, a ideia do padrão de vida “ideal” foi disseminado de forma acentuada. Diante disso, usuários das diversas faixas etárias assumem um comportamento emocional caracterizado pela auto cobrança e se auto sabotam ao não alcançarem o objetivo traçado pela sociedade. Com isso, essas pessoas adquirem transtornos emocionais a partir da pressão social e individual.
Somando-se a isso, a série “os treze porquês” relata os treze motivos para que Hannah Baker, personagem central, cometesse suicídio, sendo um deles a desestruturação familiar. Nesse contexto, a família é fundamental para o processo saúde-doença do indivíduo e, com isso, muitos jovens que estão anexados a problemas familiares, como separação dos pais, se culpam e se martirizam. Portanto, esse ato também colabora para a pressão individual e, consequentemente, para a ansiedade.
Diante do exposto, é indubitável que o combate a ansiedade ainda possui empecilhos. Por isso, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Comunicação, invista em programas de conscientização através das redes sociais. Para isso, o programa contaria com a presença de psicólogos responsáveis por atender as pessoas através das mídias. Assim, os índices de ansiedade diminuirão e a qualidade de vida aumentará.