Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 18/06/2020

O Governo brasileiro não tem levado a sério as questões das doenças psicológicas, como a ansiedade e a depressão. De acordo com uma matéria publicada pelo UOL, apenas 1,5% do capital disponível pelo MS é aplicado no combate a doenças psicológicas; ainda mais, uma pesquisa realizada pela OMS, apontou que 9,3% da população brasileira sofre com ansiedade. Dessa maneira, não há dúvidas que a ansiedade e os distúrbios psicológicos são um problema para o país, devido não só a falta de apoio dos familiares e amigos com esses indivíduos, mas também, a necessidade do governo investir em tratamentos psicológicos em escolas e em centros públicos.

Inicialmente, de acordo com uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde da USP, quando o paciente com uma doença mental  ou psicológica tem o apoio de seus familiares ou amigos para realizar o tratamento, os pacientes conseguem aumentar os seus estímulos para completar esses processos, e aumentam os seus vínculos de afetividade com seus familiares e amigos. Dessa maneira, sem o apoio dos familiares ou amigos, esses cidadãos doentes ficarão mais propícios a não buscarem ajuda ou não terminarem o tratamento. Desse modo, uma simples ansiedade pode se transformar em depressão e por conseguinte podendo leva-lo ao suicídio.

Ademais, promulgado pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social, dessa maneira, é inadmissível que o MS não intervenha para tentar mudar esse quadro problemático que se instala na vida de vários brasileiros; ainda mais, sem psicólogos nas escolas e em locais públicos, não tem como o governo identificar pessoas que necessitam de atendimento. Aliás, se já existisse psicólogos em locais públicos, como às escolas, por exemplo, tragedias como a que ocorreu na escola da cidade de Suzano, em São Paulo, no ano de 2019 poderiam ser evitadas.

Portanto, indubitavelmente, faz-se mister que medidas sejam tomadas para à ruptura dessa problemática. Nesse contexto, o MS, deve criar campanhas publicitárias, com o objetivo de alertar os cidadãos sobre os sintomas das doenças psicológicas e como aconselhar alguém que possuí os sintomas ao tratamento, essas campanhas devem ser divulgadas por meios de canais midiáticos. Ainda mais, o MS, com parceria com o MEC e o CRAS, devem contratar psicólogos para atenderem os alunos de escola pública e seus frequentadores, esse atendimento deve ser obrigatório a todos no inicio, desta forma, os profissionais poderão ver quais indivíduos realmente necessita de um atendimento especifico, essas consultas devem ser aplicadas individualmente e marcada com um calendário para cada cidadão ter seu dia e horário especifico. Dessarte, o Brasil conseguiria trazer o bem-estar aos seus cidadãos.