Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 12/06/2020

O músico Schumann, a Rainha Maria Antonieta e o presidente Getúlio Vargas são exemplos de pessoas famosas que infelizmente cometeram o suicídio. Isso do ponto de vista de alguns historiadores foi devido à expectativa de um futuro incerto, do qual eles não podiam ter controle ou certeza. Essa angústia é cada vez mais comum na sociedade contemporânea. Para controlar tal moléstia é preciso que exista projetos de governo afim de informar e educar a população para combater à ansiedade.

Essa doença psíquica é tratada na contemporaneidade quase sempre com drogas, as quais muitas vezes além de causar efeitos colaterais como deixar o paciente viciado, com raciocínio lento ou engordar se fazem desnecessárias. Isso como mostra pesquisa realizada pela FIOCRUZ, na qual expõe que aproximadamente 35% dos pacientes que usam ansiolíticos não sentiram melhora com o uso dessa droga, contudo acabaram controlando a ansiedade com tratamentos alternativos. Tal informação deixa claro que os médicos precisam tratar os seus pacientes com mais esmero e não receitar qualquer tipo de substância sem realizar uma anamnese profunda e responsável, além disso fica exposto a necessidade do “enfermo” de se informar sobre vários tipos de tratamentos.

Essas outras formas de cuidar da ansiedade passam por praticar exercícios,meditação, terapias, convívio com a família e amigos, estudo de filosofia e principalmente requer o entendimento da realidade atual, a qual exige em excesso das pessoas sem dar segurança alguma do futuro. Seja ele pessoal, profissional ou até mesmo político-social.Isso mostra como André Comte Sponville foi coerente ao escrever " A felicidade, desesperadamente". Essa obra mostra que é preciso viver bem o agora, como puder, e “des-esperar” as dúvidas do amanhã.Além disso, a revista RADIS publicou uma pesquisa, na qual mostra que apenas 8% das pessoas que realizam as atividades supracitadas, combinando duas ou mais delas regularmente, foram diagnosticadas com ansiedade por algum psiquiatra.Esse fato revela a necessidade de educar a sociedade para refletir “que é preciso amar como se não houvesse amanhã, porque se você pensar na verdade não há”; como Renato Russo Cantou.

Dessa forma, conclui-se que para combater a ansiedade na atualidade é preciso uma sinergia de alguns atores sociais. Primeiramente o Governo Federal, por meio de investimento no ministério da Saúde, o qual por sua vez deve capacitar os psiquiatras no tocante aos diagnósticos que passam aos pacientes, pois é preciso que os médicos diferenciem os “doentes” que precisam ingerir remédios daqueles que precisam apenas cuidar de si apenas desacelerando o ritmo do dia a dia.Somado a isso cabe ainda ao Governo investir em informação sobre tipos de tratamento daquela enfermidade. Isso por meio de peças publicitárias e de palestras em centros educacionais.