Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 12/06/2020

Na Grécia Antiga, o ócio tinha papel fundamental para a formação dos cidadãos. Porém, com o avanço tecnológico, o mundo contemporâneo se torna cada vez mais acelerado e o tempo livre passa a ser escasso, o que faz com que jovens desenvolvam problemas psicológicos como a ansiedade. Desse modo, a saúde mental é negligenciada pelas próprias instituições de ensino, despreparadas para lidar com o problema, e muitas pessoas recorrem à automedicação.

Visto que, de acordo com a OMS, 9,3% da população brasileira apresenta transtorno de ansiedade, fica evidente a existência de um problema de saúde pública. Entretanto, as escolas e universidades do país, de modo geral, ainda não apresentam uma infraestrutura eficiente para auxiliar seus alunos. Assim, por conta das frequentes cobranças por bons resultados nos estudos, muitos alunos têm a tendência de desenvolver ansiedade nesses ambientes, porém não encontram apoio.

Por conseguinte, a falta de tratamento adequado leva muitas pessoas a tomar remédios sem supervisão médica. Tal como Judy Garland, atriz que, desde pequena, tomava medicamentos para aguentar as longas jornadas de trabalho e, ao crescer, tornou-se dependente química e morreu de overdose. Logo, fica claro que a automedicação é uma prática extremamente perigosa e, em certos casos, letal.

Sendo assim, é visível a necessidade de medidas para combater a ansiedade no Brasil. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, criar um órgão responsável por garantir a presença de psicólogos e psiquiatras nas instituições de ensino, com o objetivo de garantir atendimento adequado aos alunos que sofram de ansiedade. Por fim, o Ministério da Saúde deve, junto ao Poder Legislativo, contratar funcionários públicos responsáveis por fiscalizar a venda de medicamentos nas drogarias de todo o país, com a finalidade de reduzir a automedicação no Brasil.