Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/06/2020
A ideia de que o homem é soberano sobre seu próprio corpo e mente,proferida pelo filósofo John Stuart Mill ,transmite um parecer equivocado sobre o atual cenário psíquico da população brasileira. Desse modo, cabe a reflexão em torno dos desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea, com ênfase no tabu em relação ao uso de medicamentos e a auto cobrança para seguir um ideal de predileção.
Primeiramente, é indubitável que o uso de drogas faixas pretas gera um tabu para as pessoas,o receio de viciar-se e automaticamente, o julgamento expresso pela massa se torna inevitável, ao ponto de interferir na melhoria da qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no Brasil,19 milhões de pessoas sofrem com distúrbios psíquicos, e cerca de 5% procuram tratamento. Logo, evidência-se que o ideal retratado por John Mill, não compactua com os princípios da atual nação e que a busca pelo perfeccionismo age de tal forma que supera a da própria existência.
Outrossim, é notória que a auto cobrança para seguir um ideal de predileção, somada ao medo da frustração e da incógnita que é o futuro, acaba por projetar a ansiedade,um transtorno que, como tal, foge do controle do indivíduo, afetando suas atividades corriqueiras. Nessa intempérie, surge a frase ´´ não há nada mais difícil do que tomar a frente por mudança´´ proferida por Maquiavel, reflete a situação que muitos dos ansiosos passam - dificuldade para enfrentar os preconceitos e tabus, já que uma grande parcela da sociedade julga falando que é drama ou falta de ir á igreja. Ademais, os que sofrem desse mal, por vezes, acreditam que podem curar-se sozinhos, negando a si seu quadro clínico. Sendo assim, faz-se necessárias políticas que visam a segurança e o bem estar do cidadão.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente a urgência do Ministério da Saúde, disponibilizar, mensalmente psicólogos e neurologistas nas escolas e faculdades a fim de tornar mais acessível o atendimento a quem está mais vulnerável. Além disso, o governo poderia promover propagandas comerciais de televisão,cumprindo com seu papel social, deverão encorajar as pessoas a procurarem ajuda, desmitificando os tabus acerca do assunto. Somente assim, tratando as causas e consequências da ansiedade, pode ser que, de fato, o homem o homem seja soberano sobre seu próprio corpo.