Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/06/2020

Na sociedade contemporânea brasileira,é evidente que a ansiedade ganhou o status de epidemia.Em princípio,uma epidemia compreende um surto periódico de alguma doença,porém na prática observa-se o aumento da ansiedade entre a população,principalmente entre os jovens.No entanto,a banalização dessa, como doença e os preconceitos acerca dos cuidados com a saúde mental,constituem grandes desafios no combate à essa enfermidade.

Primeiramente,o rótulo de epidemia atribuído à ansiedade,deve-se ao seu aumento progressivo entre a comunidade brasileira,a qual tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo 9,3%-segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)-o que garante ao Brasil,o título de país mais ansioso.No entanto,esse acometimento é estigmatizado e cheio de preconceitos,pois a saúde mental ainda não é vista como algo preventivo.E,fazer terapia envolve tabus,como a classificação do senso comum,de que fazer terapia é coisa para loucos.

Em segundo lugar,vive-se hoje na era da informatização-na qual a tecnologia está a serviço da população com um simples toque-e por isso,a velocidade das informações é muito rápida.Dessa forma,a sociedade se habitou as respostas imediatas e consequentemente,a mente agitada.Contudo,essa ansiedade,a princípio normal pode tornar-se patológica ao interferir na qualidade de vida dos indivíduos,despertando sentimentos exagerados,e além disso,pode evoluir para uma depressão.

Logo,para minimizar os preconceitos e tratar a ansiedade com a gravidade que ela representa,é necessário uma ação da OMS em parceria com os meios de comunicação-a fim de conscientizar a população de forma esclarecedora,sobre os perigos que a negligência à saúde mental podem causar-à OMS,cabe desenvolver um programa de auxílio aos indivíduos acometidos com a doença,para que esses sintam-se acolhidos nos momentos de crise;e aos meios de comunicação,cabe veicular propagandas de alerta e incentivo ao cuidado com a saúde mental.