Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 11/06/2020

A Constituição Federal de 1988 - órgão de maior norma no sistema jurídico - assegura saúde a todos. No entanto, transtornos psíquicos como a ansiedade evidenciam a inobservância desse direito, uma vez que milhões de pessoas são acometidas por essas doenças que podem prejudicar diversos setores da vida. Nesse sentido, não é razoável que a sociedade brasileira seja palco para esse imbróglio, sendo conveniente analisar os principais desafios no combate a essa problemática.

Em primeira análise, é importante destacar que sua ação silenciosa é um dos principais obstáculos para enfrentar esse problema. Ao longo da história, muitas enfermidades surgiram e, devido a seus sintomas severos, ganharam grande repercussão no tecido social, tais como a pandemia da Covid-19.  De acordo com a OMS, aproximadamente 10% da população no Brasil é ansiosa, entretanto, apesar de atingir milhões de indivíduos e representar um cenário epidêmico, os transtornos mentais são frequentemente negligenciados. Em virtude dos sintomas não atingirem de forma direta a integridade física, a perturbação psicológica causada ainda é um tabu para muitos, o que dificulta a assistência a esses brasileiros. Desse modo, é imprescindível que haja mudanças nessa conjuntura.

De outra parte, denota-se a contribuição da redes sociais como um entrave. Após a Terceira Revolução Industrial, houve um desenvolvimento exponencial das redes de comunicação. Por conseguinte, cresceu também o aumento da exposição humana, o que torna essas pessoas sujeitas a serem afetadas pelos variados tipos de discriminações, padrões de estética impostos. Assim, embora tenha surgido para auxiliar a humanidade, é possível afirmar que o uso inadequado dessas ferramentas pode ser extremamente prejudicial à saúde, haja vista seu potencial perturbador do bem-estar. Dessa maneira, para que seja superado, é de suma importância que esse panorama seja alterado.

Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para que o país seja, de fato, um local em que o estado saudável de seus habitantes é garantido. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover a criação de postos assistenciais que ofereçam ajuda especializada e que, com a apresentação de documentação adequada, todos possam ser atendidos. Não obstante, é essencial que os profissionais contatem os responsáveis e discutam a respeito dos sinais dados por esse distúrbio tão sério, a fim de desmitificar os preconceitos que ainda permeiam a comunidade. Além disso, sob a responsabilidade da Pasta da Educação, é basilar que, em ambiente escolar e ministrada por especialistas, haja a promoção de palestras sobre os malefícios gerados aos que utilizam a internet excessivamente, com o propósito de conscientizar o interlocutor. Com essas ações, espera-se a atenuação dos impasses citados.