Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 22/06/2020
Em 1926, pela Teoria Psicanalística da Ansiedade, Freud iniciou pesquisas e questionamentos acerca da ansiedade, de modo a acentuar a base biológica e a importância psíquica causada no ser humano. No entanto, sabe-se, na contemporaneidade, que a ansiedade extrapola causalidades unicamente genéticas e químicas cerebrais. Dado isso, faz-se notório a perspectiva e incitação da ansiedade pelos excessos cotidianos e mudanças bruscas e constantes na sociedade. Nesse viés, cria-se desafios rotineiros que dificilmente serão combatidos, porém existem vastas maneiras para atenua-los.
Em primeira instância, convém ressaltar os excessos cotidianos no qual o ser está inserido. Nessa vertente, existem múltiplas informações, vastas opiniões e diversas incertezas que instigam exponencialmente os medos catastróficos, conhecidos popularmente como fobias, o medo de ser julgado, denominado Fobia Social, bem como o medo da Incerteza, cuja resulta em Ansiedade generalizada e Toc. Dentro desse cenário, legitima-se a Angústia Existencial, defendida por Kierkeegard, cuja é apta a impulsionar a ansiedade humana frente às incertezas cotidianas do Devir, bem como das múltiplas escolhas que cada ser obtém.
Em segunda instância, cabe salientar as mudanças bruscas e constantes na sociedade como fator impulsionante da ansiedade. Nesse sentido, emergem-se situações inesperadas que muitas das vezes é capaz de causar um desequilíbrio químico cerebral, de modo a diminuir a percepção e noção acerca da realidade, bem como impulsionar a Agorafobia, também conhecida popularmente como Síndrome do Pânico e que consiste no medo de perder o controle sobre os acontecimentos simples e diários. Nesse viés, o filósofo Popper, por meio do ‘Princípio da Falseabilidade’, define a condicionalidade temporal na qual os seres estão inseridos e na maneira como todos os acontecimentos são condicionados e incitados pelo agora.
Diante do exposto, faz-se claro os fatores que instigam a incidência da ansiedade, de forma a imprescindivelmente estabelecer medidas que atenuem ou combata tais ações. Dito isso, a medida interventiva mais adequada é ajustar a ansiedade a um modo que seja biologicamente racional. Isso poderá ser realizado pelo Ministério da Saúde, pela contratação e auxílio de aptos psicólogos e psiquiatras. Isso será viabilizado mediante seções de ‘Terapia de Exposição’ para atenuar os receios individuais de cada paciente. Tudo isso para que crie-se uma independência e libertação da filosofia estabelecida por Kierkeegard, bem como compreenda-se a condicionalidade necessária de cada tempo defendida por Popper.