Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 15/06/2020
Ansiedade é um sentimento causado, sobretudo, pela insegurança humana em relação ao futuro, portanto é bastante natural que em um país como o Brasil, onde a instabilidade política, econômica e social esteve sempre presente, boa parte da população seja acometida por esse transtorno. Somado a isso, ainda há a problemática do bombardeio de informações que recebemos diariamente, responsáveis por ampliar, ainda mais, a pressão mental ocasionada por uma noção abrupta ou até mesmo enganosa da realidade.
Consoante dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil apresenta a maior taxa de indivíduos com ansiedade no mundo (9,3%) e essa estatística revela, antes de mais nada, o quão discutível é essa questão. Isso porque o problema da ansiedade transcende o significado da palavra, uma vez que o impasse está mesmo contido nas causas desse sentimento. No país, o que mais aflige a população são as dificuldades socioeconômicas que a nação enfrenta, as quais a atingem diretamente, gerando desemprego, criminalidade e insegurança. Desse modo, a ansiedade torna-se apenas consequência de algo muito maior.
Com o advento da 3ª Revolução Industrial, novas tecnologias foram implementadas e, através delas, foi possível pela primeira vez na história, a interligação por completo do globo. Este é o princípio do conceito de “Aldeia Global”, do filósofo Herbert Marshall McLuhan, proposto nos anos 1960. Ele afirmava que o mundo viraria uma espécie de aldeia, na qual todos saberiam de tudo, em qualquer lugar e momento. Hoje, isso ocorre de forma tão intensa, que é praticamente impossível assimilar todas as informações que recebemos em um único dia. Desse modo, é recorrente o aparecimento de distúrbios de ansiedade nas pessoas, as quais lutam contra o estresse de terem que lidar com tantas informações ao mesmo tempo, sendo que nem todas são verídicas.
Dado o exposto, percebe-se que a questão da ansiedade não é simples de ser solucionada por, justamente, envolver variados fatores que a impulsionam. Mesmo assim, tendo em vista todos os males que um transtorno dessa doença pode causar, como falta de ar, insônia, ataques de pânico, e outros, seria interessante que medidas fossem tomadas. O Ministério da Educação em parceria com o Ministério da saúde, poderiam promover palestras conscientizadoras nas escolas e universidades a respeito do assunto para que os mais jovens tivessem uma noção com maior nível esclarecimento da doença. Dessa maneira, quiçá o obstáculo da falta de conhecimento seria parcialmente combatido.