Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/06/2020
As duas décadas iniciais do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcadas pelo aumento do número de pessoas com distúrbios relacionados à psique, o que proporcionou não só uma necessidade de maiores estudos sobre o assunto, mas também de novas técnicas de tratamento. Nesse contexto, diversos medicamentos, diagnósticos e medidas de terapia foram desenvolvidos para com a prevenção e contenção dessas doenças. Porém, ainda existem diversos desafios para com o combate à ansiedade na sociedade contemporânea, dentre os quais se destacam a valorização do dinheiro ao invés da realização profissional e a falta de reconhecimento da gravidade dessa enfermidade.
Em primeiro plano, é lícito postular que grande parte da população mundial valoriza mais a graduação em cursos que proporcionam alta remuneração, como o de medicina, do que a realização pessoal. Exemplo disso, é uma pesquisa que, de acordo com o portal de notícias da BBC, mostra que mais de dois quartos dos estudantes afirmam que quando vão escolher um curso superior o fator que mais os influencia é a media de renda. Dito isso, diversos jovens seguem uma carreira na qual não estão satisfeitos e acabam por não ter seus sonhos e vocações realizados, o que, com o passar do tempo, gera frustração e insegurança, fatores que são considerados pela ciência como “gatilhos” da ansiedade.
Ademais, é evidente que, para tratar uma enfermidade mental, além da medicação, o acompanhamento, a compreensão e a cooperação dos familiares para com o jovem enfermo é de suma importância. Entretanto, de acordo com o Instituto de Psiquiatria de São Paulo, mais de 80% da população com idade mais avançada, em países em desenvolvimento, como o Brasil, não reconhecem a gravidade do transtorno de ansiedade e muitos até afirmam que é “drama”. Isso dificulta não só o tratamento, mas também a prevenção e o diagnóstico da doença, já que muitas vezes os familiares não se preocupam em buscar um médico especialista.
Logo, é indubitável a necessidade de medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao estado orientar o jovem e conscientizar toda a população, investindo em cursos escolares de aptidão profissional e em programas de televisão especializados em doenças mentais. Dessa maneira, será possível guiar o estudante para com um curso superior que ele de fato se identifique e informar toda a população sobre a gravidade dos distúrbios da psique. Somente assim será possível superar os desafios para com o combate à ansiedade na sociedade moderna.