Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 10/06/2020
Uma boa saúde mental proporciona diversos benefícios para a vida, como bem-estar, produtividade e engajamento em diversas atividade. Contudo, no Brasil, a ansiedade prejudica a vivência de muitas pessoas, cerca de 9,3% da população. Dessarte, destacam-se a as tecnologias da informação e a negação da gravidade da doença como impulsionadores da problemática.
A priori, as tecnologias, ao mesmo tempo que possibilitaram maior conforto e facilidades para a humanidade, tornaram elas mais ansiosas. Exemplo disso é a média de tempo que as pessoas utilizam o celular e a consequente nomofobia (medo de ficar sem o celular). Nessa perspectiva, países que possuem um maior acervo tecnológico tendem a ser mais ansiosos, como China e Estado Unidos, os quais estão entre os primeiros colocados no classificação de pessoas com distúrbios de ansiedade.
Ademais, outro fator que exacerba a quantidade de pessoas ansiosas no Brasil é a negação da gravidade do distúrbio. Nesse seguimento, existe um tabu em relação á ansiedade, pois apesar da grande taxa existente (9,3% da população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde), pouco se fala sobre o tratamento da doença pelos órgãos da saúde nacionais. Em conseguinte, grande parte do brasileiros convivem com a doença sem tratá-la, agravando, assim, os impactos do distúrbio.
Depreende-se, portanto, que é preciso reverter a situação para garantir uma boa qualidade de vida para as pessoas. Para isso, o Ministério da Saúde, em primeiro plano, deve promover campanhas de propagação de informações sobre a importância de tratar o transtorno como qualquer outra doença, a qual deve ser feita por intermédio da mídia de massa, para atingir o maior número de pessoas. Em segundo plano, os centros de tratamento de distúrbios mentais devem ser ampliados e tornados mais acessíveis, para tal fim o Estado pode fornecer incentivos fiscais às clinicas de tratamento privadas para que o custo da terapia seja reduzido.