Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 10/06/2020

A obra expressionista ‘‘O Grito’’, do pintor norueguês Edvard Munch, sintetiza a reação humana aos males da contemporaneidade. Nesse sentido, é perceptível que a temática transpõe o contexto artístico e que a ansiedade tornou-se nociva para o desenvolvimento mental, tendo seu combate desafiado por fatores como aspectos sociais e imediatismo.

Dentro dessa visão, caracteres advindos da sociedade tornam-se notáveis na questão. Entende-se, portanto, que questões como desemprego e falta de moradia não são os únicos responsáveis pela saúde psicológica, mas estão diretamente relacionados com esta. Assim sendo, tal afirmação se comprova na obra ‘‘As Veias Abertas da América Latina’’, na qual o jornalista Eduardo Galeano relaciona a histórica condição desigual das nações aos expressivos casos de ansiedade.

Além disso, também deve-se entender a atuação do pensamento imediatista como um persistente desafio. Dessa forma, a pressão exercida pela busca de maneiras cada vez mais rápidas e produtivas de se executar quaisquer tarefas resulta na elevação do imediato, que invade múltiplas áreas humanas e gera desgaste na psique. Em síntese, o sociólogo Guy Debord, em sua teoria da ‘‘Sociedade do Espetáculo’’, compara  indivíduos com  um artista disposto a realizar sua melhor apresentação, a viver então coberto de aparência e sofrer a perda de seu bem-estar mental.

Logo, medidas amplas devem ser postas em prática para o efetivo combate desses desafios. Para que isso ocorra, compete à Secretaria do Desenvolvimento Social combater a instabilidade da comunidade, por meio da criação um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados que atue regular e exemplarmente, prestando auxílio financeiro e psicológico aos grupos em situação de desemprego e desabrigo, com o fito de proporcionar saúde. Ainda, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Comunicações, lance campanhas midiáticas de combate ao ideal imediatista para então mitigar a pressão exercida sobre a população. Dessa feita, a pintura ‘‘O Grito’’ há de se tornar apenas símbolo  passado.