Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/06/2020

A ansiedade é um mal-estar que está ligado a sentimentos de medo, tensão e perigo. Pode ser desenvolvida durante a infância, em que a criança se torna carente e insegura; pode ser de origem genética ou pode ser desencadeada pela dificuldade de aceitar o novo. Seus sintomas são: taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, aumento do desejo de urinar, dor no estômago, transpiração excessiva, entre outros.

De acordo com a OMS, nos últimos 15 anos houve um aumento expressivo na frequência de transtornos relacionados a este sintoma em todo o mundo, com o Brasil na liderança do ranking. A ansiedade tem sintomas similares ao medo, estado que possui uma função importantíssima para a sobrevivência e adaptação ao ambiente. É o que nos permite lutar ou fugir, por exemplo, diante de alguém que não respeita a lei ou de um motorista que não viu o sinal ficar vermelho. Além de motivos concretos para se preocupar, como assaltos, trânsito caótico, desemprego e doenças, cada indivíduo tem suas ameaças pessoais, ou “encanações”, que podem até não fazer muito sentido quando analisadas à luz da razão: se o filho não come verdura, não significa que vai adoecer. Se o marido chega tarde, não significa que tem uma amante. Algumas pessoas ainda chegam a passar mal, ou reagem de forma “desadaptativa”, a situações ou objetos que os outros consideram comuns ou até divertidos, como shoppings lotados, eventos sociais, aviões ou pontes.

É inegável que somos seres sociais. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Swinburne, na Austrália, indicou que a solidão pode causar sérios prejuízos à nossa saúde mental, levando ao desenvolvimento de transtornos como ansiedade social, depressão e paranoia. Num mundo no qual os relacionamentos têm sofrido um impacto cada vez maior de novos fatores, como as redes sociais e os aplicativos de relacionamento, a tendência é que essas questões fiquem cada vez mais complexas para nós seres humanos.

As recomendações gerais dos especialistas incluem: ter uma dieta saudável, rica em vitaminas e minerais; aprender a equilibrar trabalho e descanso; controlar a exposição aos eletrônicos, principalmente à noite; evitar o excesso de álcool, café, cigarro e outros estimulantes; e levar o sono a sério (dormir mal também colabora para o excesso de hormônios do estresse, o que só agrava o quadro de ansiedade). Todos esses bons hábitos também funcionam como prevenção para os transtornos ansiosos.