Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
A Sociedade Brasileira de Psiquiatria afirma que em cada dez brasileiros, nove têm transtornos de ansiedade ou depressão, pois são doenças ligadas à saúde mental. E o Brasil, entre os países desenvolvidos do mundo, aponta índice superior a 6% na escala medida pelo Mindminers, portanto, é uma sociedade com saúde mental comprometida.
Nessa lógica, há dois tipos de ansiedade para fins de conhecimento geral: a normal e patológica. A segunda, cujo comportamento humano está associado ao funcionamento de um alarme mal programado, haja visto atrapalhar a vida profissional das pessoas, causar fobias, alterações de humor, perda de foco e trazer pânico.
Isto posto, são muitas as dificuldades para o indivíduo com transtornos dessa natureza, entretanto, é possível tratá-lo.
Segundo entendimentos psiquiátricos, é viável por meio da reprogramação do cérebro humano, comparando-o a um sensor, a fim de facilitar o entendimento. Sendo assim, as possibilidades de sucesso são de 80 a 90% e as taxas de recaídas inferiores a 10%.
A título de conhecimento, o tratamento consiste em programar os circuitos gerenciadores do cognitivo, do físico e do comportamento, visto que cada um deles produz um efeito específico sobre a pessoa, exemplo: preocupações catastróficas futuras - cognitivo; aperto no peito e falta de ar - físico; não ir a tal lugar para não se sentir mal - comportamental.
Então, o desafio enfrentado pela maioria das pessoas e médicos: é acertar a combinação dos três com a medicação certa e a vontade da pessoa afetada, aliado a uma boa atividade física. Uma prescrição que muitos não estão dispostos a se submeterem.
Enfim, a solução no momento para o problema é tratamento cem por cento gratuito, custeado pelo Sistema Único de Saúde, ao cidadão usuário que não tem condições financeiras, bem como a medicação. Dessa forma, o Estado oferece mais saúde e cidadania ao povo brasileiro, fazendo seu papel institucional e contribuindo, sobremaneira, ao combate a esse mal.