Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
As doenças mentais tornaram-se um dos principais problemas a serem combatidos pela sociedade moderna. Assim sendo, a ansiedade se faz presente em parte da população brasileira, inclusive entre os mais jovens que, frequentemente, enfrentam uma série de dificuldades nesse período da vida, o que pode levá-los a desenvolver esse distúrbio e ter sua qualidade de vida prejudicada. Além disso, a falta de informação sobre as enfermidades mentais agrava esse cenário e contribui para o aumento dos casos de ansiedade. Desse modo essa realidade precisa ser alterada por meio de uma intervenção do Estado.
Segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 10% das crianças e adolescentes já sofreram, ao menos uma vez, de ansiedade. Dessa forma, esse distúrbio se faz presente entre esses indivíduos mais novos, o que pode ser reflexo da grande pressão social enfrentada pelos jovens do país, visto que, frequentemente, os familiares dos adolescentes realizam uma série de exigências relacionadas a trabalho, estudo e relacionamento. Por conseguinte, caso o jovem não consiga atender a essas demandas, ele poderá se sentir frustrado e até mesmo incapaz de realizá-las e, assim, vir a desenvolver um transtorno de ansiedade.
Por outro lado, segundo o Conselho Federal de Psicologia, a Psicofobia pode ser entendida como o preconceito ou discriminação contra pessoas com transtorno ou deficiências mentais. Dessa maneira, no Brasil, é comum que os portadores da ansiedade se sintam receosos de buscar ajuda profissional, pelo fato de parte da sociedade não saber a realidade sobre essa doença e, assim, taxar, erroneamente, os indivíduos que recorram a um psicólogo ou um psiquiatra como “doidas”. Consequentemente, aumentam os casos de pessoas que abandonaram ou sequer iniciaram o tratamento dessa enfermidade por medo de sofrer preconceito, o que agrava esse cenário.
Portanto, o Estado deve se atentar a esse panorama e buscar revertê-lo. Dito isso, o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, deve iniciar uma campanha de conscientização nas escolas do país, por meio da realização de palestras e atendimento gratuito com psicólogos e psiquiatras, de modo a oferecer ao jovem a possibilidade de reconhecer a ansiedade e tratá-la, para que assim menos adolescentes venham a desenvolver esse transtorno. Outrossim, o Governo Federal deve iniciar uma campanha de consultas psicológicas em ambiente virtual, que ofereça à população atendimentos remotos, anônimos e gratuitos, que proporcione ao cidadão uma meio de se consultar sem que outras pessoas saibam, de modo a evitar que pessoas com ansiedade evitem evitem buscar ou abandonar o tratamento por medo de sofrer preconceito.