Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 09/06/2020

Para Émile Durkheim, sociólogo francês, a sociedade antecede ao indivíduo, isto é, tanto as virtudes e moral dos cidadãos quanto as mazelas e desvirtudes tem sua origem no coletivo. Consoante ao pensador, as deficiências políticas no Brasil como: desinformação populacional e a instabilidade das instituições, são os principais desafios no combate ao grande mal-estar contemporâneo, a ansiedade. Com efeito, o conhecimento do problema se faz necessário para promoção de melhorias.

Em primeiro plano, é fulcral pontuar que a falta de conhecimento da população brasileira dificulta ao tratamento das doenças no Brasil. Isto se deve à baixa divulgação dos efeitos positivos dos remédios e sua necessidade para a população carente. Com isso, as camadas mais populares tendem a reagir de forma hostil a medicação, encarando-a como nociva a eles. Esse comportamento reincidente da população ocorreu no início do século XX, com Revolta da Vacina no Rio de Janeiro, onde a população se recusava a aceitar a vacinação pública por falta de conhecimento.

Em segundo plano, a instabilidade socioeconômica do Brasil agrava a ansiedade na população. Fatores como: violência, desemprego, escândalos políticos e a péssima qualidade dos serviços públicos geram desconforto e a sensação de impotência sobre os brasileiros, sintomas comuns à ansiedade. Esse fenômeno pode ser verificado nos dados divulgados pela ONU, onde o Brasil lidera com maior número de pessoas ansiosas no mundo, cerca de 18,6 milhões de brasileiros.

Destarte, verificam-se necessárias intervenções a fim de superar os desafios no combate à ansiedade na sociedade brasileira. Para isso, urge que o Ministério da Saúde junto ao IBGE identifiquem os estados mais afetados pelo distúrbio e promovam o tratamento da população por meio de núcleos psiquiátricos distribuídos pelos hospitais públicos. Dessa forma, o resultado positivo do tratamento irá esclarecer gradualmente a população à respeito da medicação.