Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 11/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança e bem estar social. Entretanto, no Brasil a saúde mental vem sendo deixada em segundo plano e, em razão disso, atualmente é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS. Ademais, o medo de ser julgado ao assumir-se ansioso, bem como à falta de recursos para arcar com os tratamentos e medicamentos, são os principais impasses.
Primeiramente, a grande dificuldade está no tabu existente por trás dessa doença, visto que uma pequena parcela ao não possuí-la, sente-se no direito de julgar quem a possui, incapaz de trabalhar, estudar e viver em sociedade. Em adição e, por consequência disso, o paciente ansioso não busca ajuda e tratamento, fator que contribui para a formação de novas doenças psicossomáticas, como por exemplo, a depressão.
Além disso, faz-se necessário salientar a dificuldade financeira como grande obstáculo enfrentado pelos pacientes, já que os altos valores cobrados em medicamentos de uso controlado tornam o tratamento da ansiedade cada vez mais elitizado. Outrossim, as grandes taxas de impostos embutidos nesses fármacos, também contribuem para esse feito. Portanto, medidas são necessárias para resolver este empecilho. Cabe ao SUS, em parceria com a Receita Federal, investir uma maior parcela dos impostos arrecadados em distribuição medicamentosa para todas as farmácias populares e postos de saúde do Brasil, por meio de subsídios públicos e redução de taxas, com o intuito de facilitar o acesso e permitir um tratamento para todos. Só assim, o que consta no texto constitucional dos direitos humanos será plenamente cumprido.