Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea

Enviada em 08/06/2020

Em consonância com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil é o país pioneiro em casos de transtorno de ansiedade pela população, essa epidemia é um grande problema para uma parcela da malha social, uma vez que esse transtorno dificulta relacionamentos, a vida profissional e estudantil, como também prejudica a saúde mental e corporal dos indivíduos que possuem. Nessa conjuntura, torna-se premente analisar os efeitos de uma sociedade ansiosa e como a negligência das entidades públicas contribuem para o agravamento dessa epidemia.

A priori, convém citar que nos dias hodiernos a ansiedade torna-se frequente na vida dos indivíduos, e esse sintoma é agravado quando não associado com atividades físicas, meditações ou terapias. Além disso, existe um grande tabu arraigado na sociedade, a qual pressupõe que o tratamento via medicamentos é um grande erro, e não atenua os sintomas ansiosos, porém é notório que essa afirmação é falsa, visto que inúmeros pacientes apresentam sucessos ao fazer o tratamento e podem retornar os sintomas caso interrompa o mesmo.

Outrossim, é lícito postular que no ano de 1948 foi promulgada pela Organização das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que prevê o direito à saúde e ao bem-estar social dos indivíduos. Analogamente, esses valores encontram-se invertidos, visto que uma significativa porcentagem da população brasileira não possui o suporte necessário para atenuar os problemas mentais, como o transtorno de ansiedade. Ademais, nota-se a falta de profissionais especializados na saúde mental, como neurologistas, psiquiatras e psicólogos, esses profissionais são essenciais para o tratamento da ansiedade, porém sua presença nas unidades básicas de saúde são baixíssimas, e o custo para a consulta particular é um valor alto, que nem todos possuem condições financeiras de arcar com a consulta médica e o tratamento medicamentoso.

Em suma, a ansiedade na sociedade brasileira é um complexo desafio contemporâneo que necessita ser combatido. Dessa forma, o Governo deve destinar parte de seus recursos financeiros para contratar profissionais com a intenção de trabalharem nas unidades básicas de saúde auxiliando na atenuação desses transtornos, como também, as farmácias públicas necessitam receber recursos para adquirir medicamentos e oferecê-los gratuitamente para os pacientes. Espera-se, com isso, diminuir os casos do transtorno de ansiedade na malha social brasileira, isso promoverá, paulatinamente, uma melhoria na qualidade de vida dos indivíduos e os direitos apregoados pela Organização das Nações Unidas serão cumpridos.