Os desafios no combate à ansiedade na sociedade contemporânea
Enviada em 09/06/2020
De acordo com dados da OMS, o Brasil é o país com maiores índices de pessoas que sofrem de ansiedade no mundo. A partir disto, nota-se que a sociedade brasileira está exposta a fatores que propiciam a ansiedade, oriundos de problemas no tecido social, político e econômico, levando a tais índices que acarretam distúrbios psicológicos na população. Diante disso, o tabu social entorno das doenças mentais e os efeitos de uma sociedade capitalista são as causas de tais problemas, que devem ser discutidos.
Segundo Erving Goffman, o estigma social é oriundo de um preconceito a respeito dos indivíduos que fogem do código moral de uma sociedade. Nesse sentido, constrói-se o tabu social que proíbe a discussão de assuntos como as doenças mentais, o que cria o medo nas pessoas do estigma de “louco” e as impede de buscar tratamento. Diante disso, as pessoas não sabem lidar com o estresse da carga emocional proveniente de um país instável, e acabam sucumbindo à ansiedade contemporânea. Assim, é evidente que a sociedade brasileira não possui uma educação que promove a quebra de estigmas sociais, mostrando que ações efetivas devem ser postas em prática.
Ademais, de acordo com Zygmunt Bauman, a incerteza do mundo contemporâneo, pela sua volatibilidade e fluidez, gera sentimentos de medo e ansiedade na sociedade. Nesse contexto, o capitalismo pós-moderno intensificou o volume de informações para as pessoas por meio da hiperconectividade às mídias sociais, o que torna a realidade efêmera. Entretanto, o atual bombardeamento de informações de modo veloz é um causador da ansiedade na sociedade, em virtude da facilidade de acesso à informação e um novo padrão de vida permeado pelas redes sociais. Logo, mostra-se que as mídias sociais e um padrão de vida conectado resulta em uma sociedade ansiosa, evidenciando que medidas devem ser tomadas.
Portanto, a quebra de tabus sociais e o controle dos efeitos do capitalismo devem combater a ansiedade no cenário contemporâneo brasileiro. Desse modo, o Ministério da educação, em conjunto com o Ministério da saúde, deve promover ações informativas que quebrem os tabus entorno da ansiedade por meio de palestras com especialistas, que orientem como lidar com a doença, para que assim haja o controle da ansiedade nas próximas gerações. Assim como o Ministério da Educação deve promover medidas de educação digital que conscientizem a comunidade a usar as mídias sociais com moderação, por meio de avisos nas próprias plataformas midiáticas a fim de que se controle seu uso e reduza o nível de exposição das pessoas. Dessa forma, o pais poderá sair da liderança do ranking de ansiedade e se promoverá paz a população.