Os desafios enfrentados pelos catadores de materiais recicláveis no Brasil
Enviada em 09/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país prevê em um de seus artigos o direito a alimentação básica como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a questão da fome em tempos de pandemia, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, torna-se notável a análise de alguns fatores que favorecem o quadro, como a desigualdade econômica social e o elevado preço dos alimentos.
Em primeiro lugar, é certo afirmar que a desigualdade e como baixíssimas vagas de emprego são fatores predominantes no agravamento de tal problema, já que famílias com cinco integrantes e que vivem com um salário mínimo estão abaixo da “linha” da pobreza, como mostra uma pesquisa realizada e publicada pelo portal de notícias do G1. Além disso, não há duvidas sobre a falta de iniciativa do Estado sobre tais causalidades e a falta de compromisso com os cidadãos mais carentes.
Ainda convém lembrar que graças ao elevado preço dos alimentos, pessoas em todo território nacional adotaram métodos radicais para suprir sua alimentação, como pegar comida que foi descartada, ou a compra de ossos com lascas de carne, podendo fazer alusão ao seriado americano “muquiranas” .
Logo, é de suma importância que o Estado, juntamente com o Ministério da Agropecuária, Pecuária e Abastecimento (MAPA), prestar auxílio aos cidadãos, além de orientar os municípios quanto o cuidado com os mesmos, através da realização de ações como aumento do bolsa família ou distribuir cestas basicas. Para tanto é necessário a criação de postos de distribuição, afim de diminuir a falta de alimentação de quem passa fome e até mesmo prevenir os problemas citados a quem acabou perdendo o emprego.