Os desafios dos professores em tempos de quarentena
Enviada em 08/10/2020
“Se não fosse imperador desejaria ser professor. Não conheço missão mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”. Assim falou Dom Pedro II, expressando a importância dos educadores na formação da sociedade futura. No entanto, com o surgimento da pandemia coronavírus, a tarefa dos educadores foi agravada pelas medidas de distanciamento adotadas. Obrigando o uso de novos meios de comunicação no qual alguns professores não são capacitados a operá-los. Ademais, existem alunos que não possuem meios de adquirir tal tecnologia.
Em primeiro plano, os professores de cursos tradicionalmente presencias receberam pouco ou nenhum treinamento didático em ensino a distância. A ineficácia na utilização dos meios de comunicação, gera a degradação do ensino e até sua imobilização. Decorrente da falta de controle e organização muitos alunos acabam tendo seu rendimento prejudicado e alguns desistindo. Uma pesquisa realizada pela USP mostra que 85% dos professores acredita que os alunos aprendem menos na pandemia. Demonstrando o quão impactante essa pandemia é para os educadores e seus alunos.
Considerando a frase de Katarina Tomasevski, relatora especial da ONU sobre direito a educação, “A educação é a chave para abrir outros direitos humanos”. Sendo assim, os alunos carentes que não possuem meios para acessar a sala de aula virtual, acabam sendo alienados, marginalizados e perdendo o direito a educação. Tal situação fere o seus direitos de cidadão.
Portanto, pode-se inferir que a educação é inerente ao desenvolvimento da nação e a sua democratização. Porém, a pandemia inviabilizou tal tarefa. Sendo assim cabe o Governo Federal direcionar recursos para atender a necessidade dos alunos carentes, para assim poderem adquirir os meios necessários para continuarem sua educação. Além disso, o Ministério da Educação junto a outras companhias de TI, precisam desenvolver aplicativos que facilitem o ensino a distancia e sejam fáceis de aprender. Assim, conseguirem criar um meio de estudo a distancia eficiente e igualitário. Consequentemente, levando ao progresso tecnológico e a um ensino inclusivo e democrático.