Os desafios do planejamento familiar no Brasil

Enviada em 01/09/2019

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure a todos os cidadãos brasileiros métodos que complementam a realização do planejamento familiar, essa perspectiva está distante da realidade na sociedade moderna. Nesse sentido, tem-se o planejamento familiar como reflexo de um país desenvolvido, todavia, entraves como a baixa educação sobre o tema  tanto no campo familiar quanto no campo escolar devem ser mitigados para a realização desta perspectiva.

Nesse contexto, pontua-se sobre a baixa estrutura pública educacional na questão de auxiliar os estudantes sobre métodos que os ajudem a tracejar um plano para sua vida adulta e empregatícia. Nesse âmbito, pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), afirmam que apenas 12% das escolas públicas abordam temas como sexualidade e métodos contraceptivos com os estudantes e os auxiliam sobre formas de planejamento familiar. Desse modo, fica nítido o descaso dos órgãos públicos com os estudantes da rede pública de ensino, uma vez que por não fomentarem artifícios que auxiliem o corpo discente sobre formas de organização educacional e patrimonial, como maneiras de prevenção da gravidez precoce, para que assim os menores consigam construir um futuro digno e de boa qualidade de vida para eles e suas famílias.

Outrossim, tem-se o tema tratado como tabu no campo familiar como um dos colaboradores para extensão da problemática, já que os pais não exercem sua função parental que é de auxiliar seus filhos sobre eventuais problemas e estabelecer uma conversa intuitiva e agradável com os menores. Tal fato, se correlaciona com a assertiva do engajado sociólogo em questões morais, Zygmunt Bauman,para ele  as relações no campo familiar se enfraquecem devido a imposição de poder juntamento com a falta de diálogo entre os pertencentes a esta esfera social. Dessa forma, fica nítida a importância do auxílio parental na formação do indivíduo, haja vista que a partir desse contato os menores conseguiram planificar suas escolhas positivas e ,por conseguinte, almejar um futuro promissor. Entretanto, o que ocorre é o inverso, ou seja, discussões constantes e diálogo não aberto a algumas temáticas, isso deixa o menor desalentado de informações sobre esses temas e acabam tendenciosos a distúrbios mentais.

Portanto, para conseguir tornar o planejamento familiar um direito de todos, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas e campanhas socioeducativas que implemente na Base Nacional Comum Curricular, disciplinas que abordem temáticas que colaborem para o desenvolvimento do planejamento familiar dos estudantes. Esses program serão realizados por meio de parcerias com instituições privadas, como bancos e multinacionais, com o fito de auxiliar os alunos sobre o tema. Assim, os cidadãos brasileiros almejarão seus direitos contidos na Constituição Federal de 1988.