Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 06/10/2021

No Brasil, a escravidão é um elemento que esteve presente desde a sua formação, uma vez que esse foi o tipo de mão de obra utilizado durante o período colonial. Todavia, apesar de sua abolição ter ocorrido em 1888 e as Leis Trabalhistas terem surgido na década de 1930, tal exploração ainda é evidente no mundo e no Brasil. Sob essa perspectiva, a razão motivadora como, a desigualdade social pelo o mundo, deve ser mudada sem morosidade.

Sob esse viés, o baixo nível de escolaridade de populações carentes impede que pessoas possuidoras dessa realidade econômica adquiram trabalhos de qualidade; segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população se sujeita a atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar. Como também, as crianças que fazem parte dessas residências são exploradas e privadas do acesso à educação, o que torna essa situação um ciclo e impede a ascensão social dessa classe.

Ademais, o problema está longe de ser resolvido. Nesse viés, como apontado pela reportagem do Fantástico, revela que uma mulher negra, Madalena, de 46 anos, vivia em condições análogas a escravidão, desde os oito anos de idade, além de não receber salários, não tinha direitos e vivia reclusa, sob a vigilância dos patrões. Deste modo, os casos como o de Madalena, não são diferentes de muitas outras pessoas espalhadas pelo Brasil e mundo.

Faz-se premente, portanto, medidas para que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Logo, cabem à mídia, por meio de publicidade, a promoção de campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra o trabalho escravo e irregularidades fiscais para que a população auxilie esse combate. Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com grandes empresas, deve fornecer cursos técnicos gratuitos em regiões carentes a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades a essa população. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.