Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI
Enviada em 07/10/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade, liberdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o trabalho escravo encontra-se efetivado na sociedade atual. Desse modo, a ausência de informação em consonância com o capitalismo são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale salientar a desinformação como perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das pessoas não conhecem nada sobre seus direitos trabalhistas. Sob esse viés, denota-se que os cidadãos possuem seu direito à igualdade negligenciado, pois, por não possuírem esse conhecimento prévio , ficam sucessíveis a sofrerem abusos e exploração nos empregos. Dessa forma, acaba por fomentar o trabalho escravo na atualidade.
Ademais, vale ressaltar a procura pelo capital como impulsionador da problématica. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, a busca pela ascensão do capitalismo diminui as liberdades fundamentais. Sob essa ótica, muitos indivíduos submentem-se a condições précarias e desumanas nos seus serviços, já que dependem muito do dinheiro para se sustentarem e para manter suas famílias. Assim, 30 % da população ainda vivencia o trabalho forçado, como afirmado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada.
Portanto, com intuito de mitigar o trabalho escravo, urge que o Estado,como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, ensinariam toda a comunidade sobre as leis trabalhistas. Além disso, é mister a mídia divulgar a importância de respeitar os trabalhadores. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.