Os desafios do combate ao trabalho escravo no século XXI

Enviada em 01/04/2021

Nos primórdios da democracia, que teve origem na cidade de Atenas, havia igualdade de direitos entre todos os cidadãos, no entanto, nem todos eram considerandos cidadãos, como escravos, mulheres e estrangeiros. Hodiernamente, mesmo depois de milênios, esse pensamento ainda se faz presente na sociedade, mesmo que de forma indireta, haja vista que ainda há formas de segregação na sociedade, como a escravidão.

Nesse contexto, a escravidão atinge mais de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo o índice global de escravidão, publicado em 2016 pela Fundação Walk free. Desse modo, um dos fatores de ainda ocorrer a escravidão é o racismo, de acordo, com um levantameto feito pela Reporter Brasil, 82% dos resgatados, entre 2016 e 2018 no Brasil eram negros. Isso se deve à política de discriminação que ocorreu no país a partir do ciclo do açucar, no século XVl, com o lucrativo tráfico negreiro.

Ademais, segundo a mesma fundação retratada a cima, encontrada no site Politize, o que mudou do século XVl, foi o modo de obtenção dos escravos, tendo em vista que que atualmente as pessoas são atraídas por falsas promessas de emprego, todavia, são levadas a locais isolados e forçadas a trabalhar de formas análoga a escravidão. Fato esse que também não é específico de hoje, tendo em mente que ocorreu no Brasil com estrangeiros após a abolição da escravidão a partir de 1888, e esses estrangeiros foram atraídos pelo próspero ciclo da café.

Dessa forma, o Governo deve mostrar a população a importância de tomar cuidado na busca por um emprego, especialmente em ofertas que se mostrem muito vantajosas, a pessoa deve busca informações sobre o local de trabalho antes de se candidatar a vaga, por meio de propagandas e anúncios em redes sociais. Deve-se também, promover um maior incentivo aos estudos, pois fora a garantia de um melhor emprego, com a história, é perceptível observar que esse fatos ja ocorreram no passado e não devem ser esquecidos, para que não ocorra de novo, para que assim, uma sociedade mais democrática se torne realidade