Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 19/11/2021
A revolução industrial ocorrida na Inglaterra, na segunda metade do século XVIII, caracterizou-se por transformar as relações de trabalho e consolidar o capitalismo. Consequentemente, a necessidade de produzir, consumir e lucrar gerou diversos impactos ambientais que, apesar de já existirem antes, tornaram-se mais frequentes. Desse modo, as intervenções antrópicas no meio ambiente são decorrentes do sistema capitalista e da inconsequência do ser humano.
Em primeiro lugar, os países quase sempre foram vítimas de intervenções antrópicas em prol dos potenciais lucros. Por exemplo o Ciclo-do-Café no Brasil, iniciado no século XIX, que desmatou parte da Mata Atlântica, bioma prevalente da região cafeicultora: o sudeste brasileiro. Dessa forma, evidencia-se que, historicamente, o ser humano possui o costume de ser insensato com a preservação ambiental. Logo, o sistema capitalista continuou impulsionando a exploração de diversos biomas mundiais para obter benefícios econômicos.
Além disso, os indivíduos não entendem as consequências do desmatamento, poluição e má exploração dos territórios. Segundo o sociólogo Immanuel Kant e sua teoria do Hiperativo Hipotético, as pessoas têm uma ação com objetivos finais. Dessa maneira, os seres agem com a finalidade de lucrar mas não refletem as consequências que isso pode gerar à sociedade como um todo. Tal problema faz com que os maus tratos ao meio ambiente continue se perpetuando.
Diante disso, medidas devem ser tomadas para sanar esse entrave. Assim, o Governo Federal deve promover a harmonia do homem com o meio ambiente, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Esse projeto deve ampliar e melhorar as leis ambientais existentes, de modo que pressione a bancada ruralista para mais reformas e proteções aos biomas ameaçados. Por fim, essa ação terá a finalidade de acabar com a perpetuação da destruição do meio ambiente em prol dos lucros.