Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 16/11/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 225 o direito ao meio ambiente equilibrado como inerente a todos, impondo ao Estado e à coletividade preservá-lo. No entanto, mesmo essa sendo uma pauta debatida em todo o mundo, o atual cenário ecológico é desfavorável para essa paridade, visto que ainda existem grandes desafios na relação homem e natureza. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas de tal postura negligente para nossa sociedade.
Sob esse viés, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatam os prejuízos causados a natureza. Consequentemente, tal problema vem permenando pela sociedade e culminando em uma série de problemas, a exemplo disso, destaca-se a matéria do portal G1 que aponta o Brasil como o quarto maior gerador de lixo plástico no mundo, somando mais de 11 toneladas por ano. Essa conjuntura enfraquece o tecido social, e legitima o caráter falho do Estado em cumprir o seu papel, o que segundo o filósofo contratualista Jhon Loke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o poder executivo não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o equilíbrio ambiental, o que infelizmente é evidente nos tempos atuais.
Faz-se, mister, ainda, saliente a insensata relação do homem com a natureza como um impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante desse contexto, é perceptível na sociedade uma falta de senso moral durante o descarte do lixo comum, caracterizando a pauta “reciclagem” como mera utopia. Pois, mesmo sendo um repertório constantemente debatido em rede nacional, nunca se tornou uma ação massiva no meio social. O que evidencia a frágil e imatura ideia popular de não se importar com o mundo ao seu redor.Dessa forma, o mal funcionamento do sistema está enraizado na precária educação ofertada ao cidadão comum, porque carente de informações, permanece cego diante dos problemas que o tangenciam.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que atenuem essa problemática. Logo, cabe ao governo, órgão eleito democraticamente para organizar a sociedade, trabalhar naquilo que carrega a raíz do problema: a educação. Por meio de investimentos em áreas que liguem diretamente o aluno ao mundo atual, como nas disciplinas de geografia e ciências. Para que assim, o entendimento dos problemas socioambientais possa crescer junto as gerações futuras, e essas apliquem os conceitos aprendidos em sala de aula juntamente com suas famílias. Feito isso, a comunidade poderá creditar novamente sua confiança à justiça da Carta Magna de seu país.