Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 17/11/2021

Em 1988, representantes do povo, reunidos em Assembleia Constituinte, estabeleceram o direito ao equilíbrio ambiental e à sustentabilidade como inerente à sociedade brasileira. Todavia, ao se observar o desequilíbrio na relação entre o homem e o meio ambiente, percebe-se que esse direito é utópico. Com isso, há de se superar não só a ideologia capitalista, mas também a negligência estatal.

Diante desse cenário, o pensamento milionário se mostra um dos obstáculos, a ser superado, da relação entre o homem e o meio ambiente. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo prioriza o lucro em detrimento dos valores. À vista disso, as organizações de exploração da natureza negligenciam os valores éticos e morais, assim como afirma Marx, ignorando o relacionamento sustentável entre o indivíduo e o ambiente em que vive. Assim, enquanto a filosofia capitalista for a norma, não será possível haver um equilíbrio ambiental.

Além disso, vale ressaltar que os iluministas consolidaram no século XVIII a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e estabeleceu que todos os seres humanos fazem jus as condições dignas de subsistência. Ocorre que não há como promover a qualidade de vida prometida pelos iluministas sem garantir uma relação estável entre o sujeito e o ecossistema, dado que isso simboliza um direito básico que deve ter início desde a infância. Desse modo, durante o tempo em que se mantiver a negligência estatal, o desenvolvimento sustentável permanecerá utópico.

Verifica-se, portanto, que, para superar os desafios na relação entre o homem e o meio ambiente, as escolas, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, devem incentivar o indivíduo, desde a infância, a se relacionar com a natureza de maneira correta e responsável, por meio de campanhas e palestras sobre a conexão correta com o meio ambiente. Além disso, cabe às escolas reverter a ideia capitalista de seus alunos. Essa iniciativa teria a finalidade de afirmar a participação do Estado e de melhorar o relacionamento do ser humano com o meio ambiente.