Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 11/01/2021
Na série da Netflix “the 100”, um grupo refugiou-se no espaço por cem anos, após as ações antrópicas terem tornado o planeta Terra inabitável. Fora da ficção, observa-se semelhante devastação da natureza pelo ser humano, através da extinção de espécies, da destruição de ecossistemas e do acúmulo de lixo, por exemplo. Nesse contexto, é nítido que a relação entre o homem e o meio ambiente enfrenta muitos desafios. A partir de tal análise, destacam-se a negligência governamental e o egoísmo das grandes empresas.
Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de políticas públicas para preservação ambiental no Brasil, já que essa postura permite a contínua destruição dos recursos naturais do país. Nota-se, por exemplo, a negligência diante das queimadas ocorridas no bioma Pantanal em 2020. Nesse viés, o governo age como uma “Instituição Zumbi” - conceito do filósofo Zygmunt Bauman - ao demonstrar ociosidade e inutilidade perante um problema ameaçador da nação. Dessa forma, a conjuntura nefasta é inadmissível e um entrave ao estabelecimento de relações saudáveis com a natureza.
Além disso, cabe expor a insensibilidade da Indústria Capitalista do século XXI, a qual prioriza o lucro acima da preservação do meio ambiente. Nesse viés, no filme da Disney “Wall-e”, o egoísmo humano entulhou a terra de lixo e poluição atmosférica. De maneira análoga, as ações irresponsáveis de tais empresas - produção excessiva de resíduos e consumo desenfreado de matéria-prima - contribuem com um planeta igualmente destruído. Desse modo, tal cenário é nocivo e inaceitável, pois ameaça toda a humanidade e ser vivo habitante do mundo.
Evidenciam-se, portanto, os obstáculos relacionados à conturbada relação entre o homem e o meio ambiente. Logo, a fim de combater a destruição da natureza, urge que o governo - instituição responsável pelos recursos do país - promova restrições ao comportamento perigoso das empresas. Isso deve ser feito por meio do investimento em leis e fiscalizações que diminuam a extração de matéria-prima e a produção exagerada de lixo. Dessa maneira, é possível alcançar uma interação sadia da humanidade com o planeta, bem como evitar os cenários distópicos de devastação presentes nas produções audiovisuais “The 100” e “Wall-e”.