Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 31/12/2020
“O homem chega e já desfaz a natureza tira gente, põe represa, diz que tudo vai mudar”. Como na música, Sobradinho, cantada por Sá, o medo do mar virar sertão é real no cenário atual, pois com a chegada da modernidade, os humanos trouxeram também o consumismo com falta de consciência ambiental ,somada à ganância das grandes empresas que colocam o seu lucro a cima do bem estar social.
Desde o princípio da humanidade, os seres viviam em harmonia com a natureza. Porém, essa relação foi acabando-se, e como nunca na história do homem na terra, destruímos tanto o meio ambiente. Prova disso, são dados tirados da Folha De São Paulo, que apontam o aumento recorde de 29,5% no desmatamento da nossa maior floresta, somente no ano de 2020. Boa parte da culpa dessa situação atual é a negligência na fiscalização desses terrenos por parte do Estado, que indiretamente permite a queima criminosa e a poluição dessas reservas naturais, para que em sua maioria, venha a servir de pasto na criação de gado no agronegócio de grandes empresas, além do mais, mesmo quando esses empresários são pegos financiando tais práticas, a penalidade é muito branda comparada aos danos causados à fauna e flora brasileira.
Somado a isso, tem-se que a fabricação de uma calças jeans usa em média 10mil litros de água, e que na produção de 1KG de carne de boi, se consome 17mil litros da mesma. Mas, boa parte da população parece não ter ideia desses números, pois, conforme estudos do Serviço de Proteção ao Crédito(SPC),47,7% dos consumidores fazem compras para se sentirem bem, e não porque necessariamente precisam dos produtos. Ou seja, a sociedade brasileira, foi educada pela indústria cultural, a comprar sem questionar o porque do ato, prejudicando assim com o alto consumismo, a regeneração lenta dos ecossistemas.
Portanto, para que o elo entre o ser humano e a natureza sejam reatados, as leis contra queimadas e qualquer outro tipo de poluição ilegal devem ser mais rígidas com os transgressores, a fiscalização deve ser melhorada com a aquisição de satélites mais tecnológicos, buscando pequenos focos antes que estes se tornem danosos. Em conjunto a isto, deve-se propor uma educação mais conscientizadora com a implementação de palestras educativas e debates sobre a poluição global para provocar reflexão sobre compras fúteis e suas consequencias. Tudo isso, a fim de tentarmos recuperar o que já destruímos do nosso habitat natural.