Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 31/10/2019

A Agenda 21 foi um acordo global, realizado em 1992, no qual, as nações comprometiam-se em desenvolver politicas de preservação ambiental. No entanto, fora do âmbito legal, o descaso humano e governamental, somado a lógica capitalista continuam ameaçando a integridade ambiental e animal. Nesse aspecto, o acidente com o césio 137 em Goiânia, o rompimento das barragens de Brumadinho e de Mariana, o vazamento de petróleo nas praias nordestinas e os incêndios na Amazônia, são alguns dos últimos desastres ambientais ocorridos no Brasil

Em primeira análise, é perceptível que a falha dos órgãos responsáveis por projetos de preservação ambiental, permite a degradação da fauna e flora. Nesse sentido, a ocorrência desses desastres torna-se cada vez mais frequente, uma vez que não são desenvolvidas políticas públicas de preservação do ambiente e nem mesmo de recuperação, daqueles já afetados pela intensa exploração. Ademais, a falta de conscientização da população é um entrave à diminuição desse problema, à medida que, a crença de que os recursos são 100% renováveis, impede dessa forma que as pessoas pressionem as autoridades pela realizam de ações efetivas.

Em segunda análise, a revolução industrial, no século XVIII, introduziu o neocolonialismo, movimento de intensa procura por áreas com matéria prima. Entretanto, com o perpassar dos séculos, a exploração demasiada do meio ambiente persiste como condição à produção manufatureira. Nesse sentido, diante da lógica capitalista, a busca pela alta lucratividade e redução de gastos supera a preocupação ambiental. Em decorrência disso, milhares de empresas eliminam seus resíduos na natureza, no entanto, esses materiais, ao entrarem em contato com os animais contaminam toda a cadeia alimentar, na qual, os próprios seres humanos estão inseridos, ou seja,  é como afirmava Tomas Hobbes “o homem é o lobo do homem”.

Desse modo, medidas são necessárias para atenuar os prejuízos ambientais causados pela negligência humana. Nesse sentido, o Ministério do Ambiente deve elaborar projetos de preservação de áreas de exploração, por meio de fiscalizações por sistemas de satélite e ações de combate ao desmatamento e poluição, como aplicação de selos que impeçam a comercialização de produtos de empresas com histórico de agressão ao meio ambiente. Ademais, a mídia brasileira, deve transmitir, em horário nobre, campanhas de conscientização da necessidade da preservação ambiental. Espera-se com isso que a população passe a exigir ações efetivas dos poderes públicos e que estes mostrem-se eficientes no combate aos desastres ambientais.