Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 24/10/2019
Conforme a primeira lei newtoniana, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que forças externas consideráveis ajam sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, infelizmente, o hodierno cenário da relação entre o homem e o meio ambiente: uma inércia que perdura em detrimento da degradação exponencial dos recursos naturais, além da crescente poluição atmosférica. Sendo assim, convém analisar os principais pilares dessa chaga social.
Vale ressaltar, a princípio, que, a partir da Primeira Revolução Industrial e a crescente onda capitalista, o globo terrestre se viu em um constante aumento de consumo de recursos naturais, como o carvão mineral que foi amplamente utilizado nas máquinas a vapor operadas na época. Entretanto, o uso desenfreado de tais matérias primas gera preocupações quanto ao seu teor não renovável, a água potável, que corresponde a cerca de 2% de toda hidrosfera do planeta, é um exemplo pertinente. Ademais, a população não se mostra inquietante com o impasse tendo em vista o volumoso desperdício observado na contemporaneidade do solvente universal, colocando em risco várias esferas como fauna, flora e, também, suas gerações futuras, promovendo à acentuação da problemática.
Faz mister, ainda, salientar o excesso de gases estufas lançados diariamente na superfície terrestre como impulsionador da problemática. Por conseguinte, Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, alegou em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu para criatura sequer o legado de nossa miséria; possivelmente, hoje, ele percebesse quão certeira foi sua decisão: a atual conjuntura da crescente poluição atmosférica é uma das faces mais lamentáveis do âmbito mundial. Ademais, grande parte desse cenário se deve às indústrias que, com sua utopia por lucros, degrada constantemente o habitat de todos os seres vivos da Terra em decorrência, dentre outros, da liberação de gases como metano e gás carbônico, agravando progressivamente um dos grandes males do século XXI: o efeito estufa.
Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas vencendo a inércia proposta por Newton. Assim sendo, é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, promova propagandas televisivas, campanhas e palestras, ministradas por geógrafos, informando a sociedade sobre formas de consumo consciente, a fim de minimizar o desbarato da água. Além disso, o Poder Legislativo deve criar leis que estipulem a quantidade de gases estufas que as indústrias podem liberar anualmente, promovendo o equilíbrio ambiental, pois como referido Karl Marx: “as inquietudes são a locomotiva da nação”.